O estado santomense vendeu 35 dos 51 por cento das acções que tinha da ENCO a SONANGOL que agora passa a accionista maioritária com 78 por cento das acções. A ministra santomense do plano e finanças justificou esta decisão do executivo de Rafael Branco com a necessidade de rentabilizar as acções.

Dificuldades Financeiras

Segundo Ângela Viegas, as dificuldades financeiras que a ENCO tem vindo a conhecer há alguns anos a esta parte tem feito com que o estado não tivesse recebido nada das suas acções. "O que se fez foi rentabilizar as acções” garantiu Ângela Viegas.

Ela acrescentou que "apesar do estado santomense se ter abdicado da maioria das suas acções a favor da SONANGOL, continuará a ter uma palavra junto a ENCO em caso de ajustes dos preços dos combustíveis, na medida em que este aspecto esta salvaguardado no contrato assinado".


Sobre o negócio, a economista santomense, Maria Tebus Torres, em entrevista a BBC, esta quarta-feira, considerou de normal esta decisão do governo inserida na política das finanças públicas.

Questão de emergência

Entretanto, a economista e antiga ministra das finanças admitiu um outro cenário “acho que foi uma questão de emergência porque o estado encontra-se endividado".

Ela sublinhou que a situação "tem criado um problema em termos de gestão das finanças públicas muito grave devido a uma divida cruzada entre o Estado, ENCO e EMAE e ENCO por sua vez através das alfândegas e as receitas não entraram para o estado” admitiu a economista.

Com o olhar sobre a venda do estado santomense dos seus 35 por cento das acções na ENCO empresa nacional dos combustíveis, a SONANGOL que passa a ser a accionista maioritária. No segredo dos deuses ficou o valor das acções vendidas e que deve entrar nos cofres do estado.
 
Fonte: BBC



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