Luanda – “The winner is…”. Pois é. O argentino Leonel Messi, de 25 anos de idade, voltou a vencer, pela quarta vez consecutiva, a tão sonhada “Bola de Ouro” e confessou simplesmente ser inacreditável. "Para ser sincero, isto é inacreditável. Conquistar o prémio pela quarta vez é demasiado fantástico para descrever em palavras", disse Messi quando recebeu a Bola de Ouro.

Fonte: Club-k.net

O júri, formado por um painel de jornalistas especializados, bem como pelos seleccionadores e capitães de equipa das selecções que integram a FIFA, votou de forma massiva em Messi, que recolheu 41,6% dos votos. O argentino impôs-se a Cristiano Ronaldo (23,68%) e Iniesta (10,91%). Messi ganhou em todas as votações: treinadores, capitães e jornalistas.

Na verdade, segundo as estatísticas da FIFA, o jovem futebolista entrou na história universal de futebol como sendo o primeiro jogador a vencer por quatro vezes, desde 1956. Cruyff, Platini e Van Basten ganharam simplesmente três.

Com este triunfo da "Pulga", o Barcelona destacou-se do Milan e a Juventus como maior vencedores deste troféu, com dez, enquanto os colossos italianos possuem oito. Segurem-se Real Madrid (6), Bayern de Munique (5), Manchester United (4), Dínamo de Kiev, Hamburgo e Inter (2). Com uma vitória estão Benfica, Blackpool, Dukla de Praga, Dínamo de Moscovo, Ferencvaros, Ajax, Borússia Moenchengladbach, Marselha, Borússia Dortmund e Liverpool.

Messi, o avançado do Barcelona, voltou abater o seu companheiro de equipa Iniesta e o craque do Real Madrid, o português Cristiano Ronaldo. Em termos de nacionalidades, os jogadores argentinos já somam seis Bolas de Ouro (4 de Messi e 2 de Di Stéfano). Atrás surgem Alemanha e Holanda, ambos com 7.

Para o prémio de melhor treinador do mundo, foi escolhido Vicente del Bosque. O seleccionador espanhol bateu José Mourinho numa corrida em que também estava o catalão Pep Guardiola. Del Bosque recolheu 34,51% dos votos, batendo Mourinho (20,49%) e Guardiola (12,91%). 

Cristiano Ronaldo tinha dito antes da gala que, enquanto capitão da selecção portuguesa, não votou no rival Lionel Messi: “Não tive oportunidade de votar. Sofri uma lesão ao serviço da selecção e mandaram-me para casa. Não votei”, disse. 

A gala realizada em Zurique, na Suíça, também serviu para entregar os prémios de melhor jogadora e melhor treinadora do ano. As distinguidas foram, respectivamente, Abby Wambach e Pia Sundhage. O golo do ano foi do eslovaco Miroslav Stoch, jogador do Fenerbahçe.

Foi também anunciada a equipa do ano, constituída inteiramente por futebolistas que alinham no campeonato espanhol: Iker Casillas, Dani Alves, Gerard Piqué, Sergio Ramos, Marcelo, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta, Lionel Messi, Radamel Falcao e Cristiano Ronaldo. Só o colombiano Falcao não representa o Barcelona ou o Real Madrid, que colocam cinco jogadores cada no “onze”.

O prémio fair play foi para a Federação Uzbeque de Futebol e o prémio presidencial foi entregue a Franz Beckenbauer.



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