Lisboa – Os responsáveis do Comando Provincial da Polícia Nacional de Luanda têm se aplicado, nos últimos dias, em acções destinadas em abafar o caso dos agentes que no passado dia 4 de Junho do corrente, assassinaram três jovens indefeso no bairro do Golf II, em Luanda. As vítimas eram  Manuel Samuel Tiago Contreiras, de 26 anos, Damião Zua Neto “Dani”, de 27 anos, Gosmo Pascoal Muhongo Quicassa “Smith”, de 25 anos

Fonte: Club-k.net

ambrosio esquadrao da morte.jpg - 20.23 Kb

Tiago Manuel Contreiras, irmão de uma das vítimas que curiosamente é sub-chefe do Posto Policial do Fubu, no município de Belas, foi inicialmente contactado  por um superior seu, Beto Kinjila, chefe da Linha Operativa do Kilamba Kiaxi, que lhe terá passado uma versão deturpada sobre a forma que o seu ente querido foi executado pela polícia.  

Em desespero, e como forma de evitar que o caso fosse abafado, Tiago Contreiras deu uma entrevista a Rádio Despertar denunciado que a acção que resultou na morte dos três jovens, incluído a do seu irmão, foi efectuada por seis indivíduos do Grupo Operativo da 32ª Esquadra da Polícia Nacional, do distrito do Kilamba Kiaxi.

Neste dia, segundo testemunhas oculares, citadas pelo Maka Angola, uma  viatura Hyundai Accent, em que seguiam os jovens, estacionou junto a uma cantina, na rua 9, do bairro 28 de Agosto, e um quarto jovem saiu para comprar refrigerantes. Os supostos agentes, que se faziam transportar numa viatura Toyota Hiace sem matrícula, bloquearam o Hyundai, desceram da viatura e desferiram vários disparos contra os jovens que lá se encontravam.

O referido grupo de abate  foi dirigido por um operativo da Polícia Nacional, Camilo Afonso Teixeira, mais conhecido por "Toledo". (A alcunha deve-se por dada a altura conduzir um carro de marca Toledo).  

Bastante respeitado no seu bairro, o agente Toledo tem a fama de ser um dos operativos mais querido pelos comandantes da Polícia angolana por nunca falhar em operações de execuções. 

Antes de entrar como operativo da Polícia Nacional, Camilo Afonso Teixeira “Toledo” fazia parte de  um  grupo que tinha a reputação de fazer desmandos, em Luanda. Já trabalhou também como porteiro de discoteca, até ter sido recrutado inicialmente como informante da polícia nacional, passando depois para quadro efectivo. 

Mesmo após ter abandonado a vida indecorosa a que se sujeitava, Camilo Teixeira “Toledo”, já nas vestes de agente da Policia Nacional, foi por diversas vezes associado a praticas menos boas e de proceder com detenções arbitrárias para fins de ajustes de contas.

No dia  12 de  Junho de 2013, fez desaparecer no bairro Futungo de Belas, um colega seu da Unidade de Protecção de Individualidades Protocolares (UPIP), de nome  Cláudio António “Ndela” e um outro Adilson Panela Gregório “Belucho”. Desde a data, os dois cidadãos desaparecidos nunca mais foram vistos e a polícia angolana não consegue esclarecer sobre seus paradeiros.

Em Setembro do ano passado, Camilo Teixeira ou  “chefe Toledo”, como gosta de ser tratado, esteve detido por ter assassinado à tiro um jovem, mas acabou por ser solto sem nunca ter sido apresentado em Tribunal. O malogrado era um vizinho seu, Gil António “Madiba”, de  28 anos de idade.

No bairro Prenda onde vive, Toledo é bastante temido pelo seu passado (como marginal) e agora por fazer parte do grupo de abate da Polícia angolana. Denota ter um certo comodismo financeiro, havendo suspeitas de que recebe subsídios de grupo de marginais  em troca de proteção policial. O poder financeiro que passou a revelar foi também verificado, na dimensão de uma grande festa de aniversário que o mesmo realizou, na semana passada, no Prenda.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: