Lisboa - A polícia de choque angolana lançou gás lacrimogéneo sobre os professores de Lubango, capital da província da Huíla, que se manifestavam pacificamente pela atualização da carreira docente e o pagamento de subsídios em atraso. Várias pessoas foram detidas.

Fonte: Esquerda

A medida que os professores se foram concentrando para dar início ao protesto, a polícia de choque avançou, descarregando gás lacrimogénio sobre os presentes para travar a iniciativa. Durante cerca de hora e meia, os docentes angolanos foram perseguidos e acabaram por ser efetivamente impedidos de exercer o seu direito à manifestação.

Esta rádio dá conta de apenas quatro detidos, entre os quais um dirigente sindical, contudo, a página de facebook "Central Angola" apresentou uma lista dos treze docentes que terão sido presos pelas autoridades angolas.

Um comunicado publicado no site da UNITA  especifica, inclusive, que, entre as 13 pessoas que foram detidas, se encontra Maria de Sousa, mãe de um bebé de nove meses.

Na passada quarta-feira, dia 18 de junho, mais de dois mil professores reunidos em assembleia decidiram prolongar a greve que vigora desde 2 de junho. A atualização da carreira docente, o pagamento de subsídios em atraso e a aplicação da tabela de cargo e chefia são algumas das reivindicações dos professores.



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