Luanda – O regime angolano paga mensalmente (desde Novembro de 2012) ao jornalista português Artur Queiroz, um salário de 11 mil dólares norte-americanos, além de outras regalias, o que o faz ter um ordenado mais alto comparado a um outro profissional nacional da comunicação social em Angola. 

Fonte: Club-k.net

De acordo com a cópia do contrato de trabalho - a que o Club-K teve acesso - assinado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) das Edições Novembro (empresa pública detentora do Jornal de Angola e outros títulos), António José Ribeiro e o contratante Artur Queiroz, de 60 anos de idade, o Estado angolano oferece as seguintes regalias ao citado cidadão estrangeiro.

A saber:

- Retribuição mensal no valor de 8 mil euros (equivalente a USD 11 500);

- Direito a dois salários, a titulo de férias,  subsidio de natal, na vigência de cada contrato anual ;

- Pagam lhe igualmente viagem de ida e volta ao estrangeiro durante as férias que serão de 30 dias, repartidos em períodos de 10 dias;

- Recebe 1500 dólares mensal para despesas de manutenção de residência em Angola;

- Tem direito a um seguro de saúde durante a vigência do contrato (o referido contrato é prorrogável automaticamente se nenhuma das partes o denunciar);

Artur Queiroz exerce formalmente as funções de técnico superior de comunicação social e de jornalista, na qualidade de prestador de serviços nas áreas de consultoria, formação, assessoria técnica e jornalismo. Na pratica, o seu papel consiste em escrever textos difamatórios contra figuras angolanas com destaque a oposição (UNITA). É também o autor de artigos que provocam rivalidades entre o governo de Angola  e o da sua própria pátria, Portugal. 

De lembrar que Queiroz esteve em Angola (Uíge e Huambo) na era colónial tendo abandonado o país na esfrega da Independência Nacional. A partir de Portugal, escrevia no jornal Expresso artigos contra dirigentes angolanos, como os ataques contra   o falecido deputado do MPLA, Costa Andrade “Ndunduma” e outros.  Nos últimos anos foi recrutado pelo regime destacando-se na introdução de um jornalismo de insultos e difamação contra opositores ao sistema angolano.

Artur Queiroz é na pratica quem manda no Jornal de Angola. Desde que se tornou assessor do PCA, José Ribeiro, o mesmo tem sido apontado como o rosto da instabilidade no Jornal de Angola, sobretudo pela reputação em destratar os colegas. Inclusive desautoriza ordens do administrador para área  editorial, Filomeno Manaças.

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