Caros senhores funcionários da ENAD.

Temos assistido de um tempo para cá a degradação do clima organizacional e das relações interpessoais existente no seio dos funcionários e consequentemente afectam de forma acentuada o normal funcionamento da instituição, o que nada abona positivamente para o melhoramento da imagem da mesma.

Sabe-se que esta instituição tem objectivos, valores e visão bem definidos, mais que lamentavelmente de forma gradual vão se perdendo.

As razões são por todos nós conhecidas e estão devidamente identificadas; prende-se com um certo descontentamento visível no quotidiano por parte dos funcionários de uma forma geral, proveniente sobretudo da falta de transparência na condução e resolução dos actos administrativos que norteiam os princípios da Administração Pública, e que estão bem explanados na lei geral de trabalho, muitas das vezes ignorados e violadas deliberadamente, acrescida de alguma falta de ética profissional desrespeito pelos colegas, quer a nível de chefias como intermédio e básico.

É tempo de começar-se já a pensar colocar as pessoas nos seus devidos lugares consoante as suas habilitações literárias e aptidões profissionais, perfil humano e competências, e não fazê-lo por conveniência de quem decide, como se tem assistido nos últimos tempos, em que nem sequer tem havido concertação prévia com os chefes das demais áreas, exceptuando a área dos recursos humanos, e nem sempre, o que consideramos erro grave. Salutar seria proceder-se esta concertação antepadamente, para se acautelar consequências futuras.

Teremos de ter coragem suficiente e tacto profissional para olharmos primeiro para instituição e posteriormente para as pessoas se quisermos atingir os objectivos para os quais estamos vocacionados.

É necessário e urgente fazer-se a aproximação entre o velho e o novo, porque sem esta simbiose não há instituição que funcione eficazmente. Realçamos a título de exemplo:: a ENAd é consequência da extinção do INAP, e este consequência da extinção do INORADE.. È bom que entendam e conheçam todo o historial das coisas, porque de outra forma estaremos a caminhar as escuras.

Desde já o nosso apelo vai no sentido de se dar tratamento transparente e ter-se maior sensibilidade as questões apresentadas pelos funcionários, para que se sintam estimulados e valorizados no desempenho das suas funções. Devemos dar-lhes tudo a que têm direito fazendo-os cumprir reciprocamente com as suas obrigações.

Dar-lhes formações regulares e contínuas, para melhor desempenharem as suas tarefas, para melhor e de forma objectiva poderem ser avaliados e não de forma muito subjectiva como acontece actualmente. Estas formações até já se planificam no início do ano formativo, mas que na prática só beneficia um número ínfimo de funcionários e de forma repetitiva, quer isto dizer que são sempre os mesmos, que de forma indirecta também colaboram na desorganização da instituição, por não terem a sensibilidade de darem oportunidade aos demais colegas, com agravante de não serem capazes de apresentar o relatório da formação, palestra ou seminário em que participaram, dando a impressão de se tratar mais de um mero passeio turístico do que propriamente trabalho.

Desta forma não se dissimina os conhecimentos adquiridos nem se partilham conhecimntos.

Aí também atribuiremos uma certa dose de culpa aos Recursos Humanos por onde passa todo este processo de formação dos funcionários, por demonstrar uma certa inércia na condução adequada do mesmo, que já se tornou quase inexequível e não credível.

Teremos de mudar de atitude perante este quadro não muito abonatório para a instituição para se evitar as conversas de corredor.

Teremos de deixar de enaltecer cegamente as pessoas ao em vez do colectivo ou no mínimo em nome das distintas áreas por se tratar de trabalho colectivo, para se evitar clivagens no seio dos funcionários, que não estão adormecidos.

Pessoas essas que por vezem não reúnem os requisitos para o cabal desempenho das suas funções, mas que por cá se vão arrastando. Deveremos oxigenar a bolsa de Formadores que está um tanto ao quanto viciada, até parece se tratar de um clube de amigos.

Acredito que temos todas as condições para irmos mais longe, apresentado resultados bons e credíveis em termos numéricos e qualitativo, o que ainda não acontece, sobretudo relactivamente aos números estatísticos que não soubemos até que ponto reflectem a realidade de toda actividade que se realiza na ENAD e cm a devida qualidade.

Para terminar este pequeno comentário, e em jeito de contribuição para o melhoramento do funcionamento da instituição, pedimos delicadamente mais uma vez que deiam o mesmo tratamento e oportunidades a todos, porque só assim poderemos fazer as pessoas sentirem-se inseridas na instituição, de outra forma estarmos a contribuir para o agravamento do clima organizacional, que já não é muito bom.

Deixemos de lado o nepotismo, o proteccionismo que não faz nada bem as modernas organizações.

Deixemos de lado todo o tipo de linguagem depreciativa, musculada e prepotente que por vezes utilizamos para nos sentirmos chefes, o que não é salutar, porque de chefes estamos nós fartos, precisamos de líderes visionários e bons gestores, capazes de verem as coisas com os “olhos de ver”, capazes de implementarem na prática quotidiana acções de justiça e imparcialidade, que todos nós merecemos, porque felizmente ainda temos muito boa gente na instituição ao contrário do que por vezes se pensa.

Deixemos de estar a humilhar os formandos e formadores, que vêm para esta instituição emprestar o seu saber com os demais, e porque são estes mesmos que fora da instituição comentam a forma como por vezes são tratados por uma ou duas pessoas que infelizmente reincidentes neste tipo de atitudes, e mancham o bom nome da instituição, estando sempre presentes nas situações mais desagradáveis que ocorrem na instituição independentemente da área de trabalho. São mesmo problemáticas e sem perfil para continuarem nesta instituição, Evitemos estas incongruências.

Escrevemos com conhecimento de causa, e porque assistimos diariamente os mesmos cenários. Lamentavelmente a situação está insustentável e ninguém faz nada para que possamos no mínimo ter paz e sossego no seu local de trabalho.

Não iremos parar enquanto a paz, justiça, cordialidade e deontologia profissional não for restablecida nesta inatitução pelo menos até aos 50%, porque ainda temos muito boa gente e com vontade de darem o seu melhor mas que se sentem pura e simplesmente desmotivadas e bloquedas.

Sirva esta pequena carta de reflexão, e não ignorem, considerem as questões nela abordada bastante pertinentes e preocupantes, e cabe a quem de direito decidir-se de uma vez por todas porque de outra forma não estaremos a contribuir em nada para o cabal cumprimento das nossas obrigações.

Saudações de camaradagem sincera;

ASSINATURA: Anónima



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