ImageLisboa - Um dos grandes sinais de que a TV em Angola está a mudar é o despique que se nota entre as duas estações de televisão no país. As duas são semelhantes nas escolha dos horários dos principais noticiários (20h30), mas infalíveis quando o objectivo é informar: O directo deve ser opção imediata.
 
A semelhança vai ainda na contratação de boa parte dos últimos quadros, quase todos eles das rádios, falhando ai a TV Zimbo que não os coloca em directo.
 
A TPA “arrisca-se “ com milhares e milhares de kuanzas nos seus importantes subsídios de atavio e não só.
 
A TV ZIMBO arrisca-se com os meios humanos “possíveis”, apesar de ter tecnologia de ponta.  Factos que configuram o despique:
 
- Na questão das demolições e consequente desalojamento, a TV Zimbo teve um comportamento profissional. A TPA sonegou informação, mas mostrou a visão partidária do assunto com o MPLA a insinuar que a UNITA agitou. O contraditório não aconteceu;
 
- A Zimbo mostrou populares da Kinanga a arremessarem objectos contundentes para a polícia; a TPA mostrou a desordem no Zango e a destruição do comité do MPLA, onde o “ M” deu um comício de arromba na campanha;
 
- A TPA pós em campo quadros antes numa espécie de ostracismo, abafados, para reduzir a intervenção “ social” da concorrente. Um quadro de referência (Ernesto Bartolomeu Elias) foi mandado/ utilizado para fazer uma reportagem social de menor monta – morte de uma velha no interior do Sambizanga, gatunos entretanto apanhados mas que também foi abertura na concorrente;
 
- Insistência da TPA no directo da pública, uma pratica em que foi anterior a privada;
 
 
- A privada teria, nos últimos meses refreado a captação de novos quadros, mas a publica viveu momentos de apertos pela falta de salários;
 
- O “MC” da Zimbo (A Xavier) conhece bem os meandros públicos comunicacionais, mas F Cunha tem os adjuntos que conhecem bem a TV pública, depois de anos a fio de actividade, nem sempre num mar de rosas.

Fonte: Club-k.net



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