Luanda - Um militante do MPLA, Salvador Augusto foi recentemente interpelado pela comissão executiva do Comitê Municipal do partido no Cazenga a fim de esclarecer os motivos que o levaram a conceder uma entrevista ao privado Angolense  na qual o militante teria afirmado que a sua corrente conhecida por União das tendências (UT) do MPLA avançaria para o congresso de Dezembro com um candidato próprio.

Na reunião, a segunda Secretaria daquele comitê municipal  abarcou com a expulsão do militante como ultima medida que avançarian caso lhe fossem denotado atitudes indisciplinares. Segundo fontes internas, não houve sucesso na interpelação contra o militante porque o mesmo “venceu” os seus interlocutores ao mostrar forte domínio aos estatutos do partido na qual usou para se defender. 

O Comitê Municipal do Cazenga encaminhou o processo de Salvador Augusto para o Comitê Provincial de Luanda que  é de opinião que os militantes não devem ser expulsos a fim de se evitar embaraços na imagem do partido que se prepara para o congresso.  Não querem que se repita o que aconteceu a cerca de dois meses atrás no Cazenga em que teriam sido expulsos cerca de 10 militantes afectos ao CAB60. O autor do afastamento foi Fernando Mateus, o Primeiro Secretario. Dentre os expulsos constavam  a Segunda Secretaria, Dionísia Neto e um militante identificado por Marcio. Teriam sido acusados  de terem assinado uma carta em que pediam a  demissão do Primeiro Secretario, Fernando Mateus. Outro Militante identificado por Moises tinha sido também expulso sob acusado de ter aproximação a “grupos” da UNITA. 

Face aos precedentes  a  estrutura provincial do partido defende que assunto  seja tratado da seguinte forma:
- Aconselhar os militantes a se re-integrarem no Comitê de ação dos bairros (CAB) para serem eleitos democraticamente e  estarem eventualmente habilitados ao ingresso para o congresso.
- Manter negociação com a UT-MPLA para nunca fazer recurso à imprensa. No ver do MPLA a  “roupa suja lava-se em casa”

A UT-MPLA é uma corrente interna que reclama democratização do partido. Reúne varias tendências dentro do partido, sobretudo as que são ou foram marginalizadas internamente. Defendem a realização de um congresso com amplas candidaturas na qual pretendem nele participar como uma corrente de opinião e não como um grupo de militantes do CAB.

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Fonte: Club-k.net



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