ImageLuanda - Deputados do MPLA, afectos à 6ª Comissão da Assembleia Nacional, defenderam recentemente, em Luanda, a melhoria nas condições de hospedagens e preços promocionais nas unidades hoteleiras durante o Campeonato Africano das Nações (CAN2010), a realizar-se de 10 a 31 de Janeiro próximo no país.

Em entrevista à Angop sobre as condições de hospedagem para o evento desportivo, alguns destes deputados mostraram-se apreensivos quanto à realidade actual, referindo que o país é um dos mais caros a nível de África neste ramo.

O deputado Fabrice Mayeco "Akwá" disse que para além das preocupações com a edificações de novos hotéis é necessário criar-se mecanismos que facilitam o acesso há estes serviços pelos estrangeiros.

O ex-futebolista referiu-se à sua trajectória nas lides desportivas para exemplificar a dificuldade que algumas pessoas de pouco poderio económico quando se deslocam para outras localidades em eventos semelhantes, deparando-se com falta alojamento de acordo a sua capacidade financeira.

"A nossa realidade é muito complicada, o que vai deixar uma imagem pouco abonatória para o país em questão", referiu.

A deputada Guilhermina Manuel considera necessário que se trabalhe afincadamente no sentido de prestigiar o país com preços aceitáveis, albergando turistas não só em quartos de luxo, mas também em modestos e acolhedores.

"O relançamento da rede hoteleira e turística, a julgar pelos esforços que governo tem empreendido neste ramo, será vantajoso devido a utilidade das infra-estruturas do CAN2010 para a economia nacional", realçou.

Por sua vez, a deputada Welwitchia dos Santos falou da comparticipação da classe empresarial local, que deve engajar-se nos esforços do governo para o relançamento da imagem do país.

"Temos assistido o crescimento de novos hotéis, pensões e algumas casas arrendadas com o mesmo propósito, o que demonstra certo interesse por parte do sector empresarial em alojar pessoas, o que já é um bom sinal", acrescentou.

Na sua óptica, isto demonstra o espírito empreendedor do angolano em estar preparado para as oportunidades de possíveis negócios.

Para Welwitchia dos Santos, esta estratégia visa também reduzir a dependência das pessoas do Estado, assim como assegurar o seu emprego através do fornecimento de bens e serviços essenciais e promover o desenvolvimento do país.

Dados do Ministério da Hotelaria e Turismo revelam que existem em Luanda 27 hotéis, 63 pensões, 12 aldeamentos, 37 hospedarias, sete albergarias, uma pousada e igual número de estalagem, bem como dois aparthóteis.

A província de Cabinda conta com três unidades hoteleiras, dez pensões, três aldeamentos e oito hospedarias, enquanto a de Benguela comporta sete hotéis, 24 pensões e 12 hospedarias, enquanto que a Huíla possui três hotéis, mesma cifra de pensões, cinco aldeamentos e 13 hospedarias.

Fonte: Angop



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