Los Angeles – Miguel Neto,  jornalista e apresentador  de TV juntou-se a vários figuras norte americanas  em Los Angeles para o ultimo adeus ao rei do pop, Michael Jackson. Nas linhas que se segue o representante angolano nas cerimônias fúnebres revela cenas de bastidores in loco.

“Levantei-me as 4 da manha (12 horas em Angola) e deixei o hotel as 4.25, imaginem a tontura do fuso, 8 horas de diferença com Angola. Mas isso não é nada comparado com o trabalho jornalístico que queremos, seja sempre o melhor para os telespectadores. Cheguei as imediações do Staples Center as 5:20 e já la estavam fans de Michael Jackson, bem como jornalistas, obviamente controlados pela policia. Alguns disseram que a moldura humana só era comparada com a do funeral de John Kennedy, na década de 60, o antigo presidente americano baleado ainda em circunstancias não muito esclarecidas.

Apesar da tristeza que se abateu no dia 25 de Junho, muita gente apresentou-se bem disposta na Figueiroa Avenue, rua adjacente ao pavilhão de basquetebol. Quase todos vestiam t-shirts com a figura de Michael Jackson que simbolizava dor e saudade pelo cantor, desde a noticia de sua morte. A enchente e a implacabilidade da policia no recinto, apresentava um quadro desanimador no que tocava a possibilidade de furar a barreira e chegar as imediacoes do Staples Center. Mas, como diz o ditado, a esperanca eh a ultima a morrer, la aconteceu o impossivel. La mais para as 9:30, alguem simpatizou-se com uma das angolanas que me acompanhava, a Laura, no caso, que de oferta recebeu um bilhete para ingresso no recinto. Ela, rapidamente foi assediada por um batalhão de jornalistas e, nisso, deu inúmeras entrevistas as cadeias televisivas que se encontravam no recinto. Em jeito de exemplo, saibam, o repórter oficial da record em Los Angeles, também se encontrava no recinto e, não hesitou em falar para câmara de Angola. Fiquei muito honrado com o gesto dele, já que é uma figura mundialmente conhecida que, nem por isso perdeu a humildade... enviou um abração para o povo angolano através da potente câmara minúsculada do Alto Nível.

 Continuando, interessa referir que Laura, visivelmente emocionada tal como todos nos presentes, disse nas muitas entrevistas que concedera as cadeias mundiais, que iria entregar-me o bilhete, de modo a levar avante a captação das imagens exclusivas para Angola.

Segundo disse, "seria muito mais importante passar o bilhete do que ela entrar, visto eu ter viajado com esse propósito". Mas o nível de confiança que se me apossava no momento era tão grande, então esse bilhete nas mãos da angolana, bem como a decisão da entrega a mim, eram divinas. E assim fez-se. Despedi-me imediatamente das acompanhantes e parti em busca de exclusivas imagens que ate os meus tris-netos deverão ver, pois elas são mesmo históricas.

 A entrada, notei uma plêiade de jornalista exposta em frente as instalações do Staples Center, para grandes reportagens. Confesso que não queria acreditar, mas valeu-me a experiencia em outras actividades mundiais. E, porque estava sozinho, pedi a uma jovem americana que me ajudasse a fazer um breve apontamento "to Africa, our mother land". Ela concordou e então comecei a relatar o acontecimento. Confesso que estava nervosíssimo, mas la consegui.

Agradeci o gesto e la pus-me na fila para entrar na tão famosa e majestosa sala dos Lakers, onde reuniram-se estrelas como Larry King, Stevie Wonder, Magic Jonhson, Kobe Bryant, Mike Tyson, Spike Lee, Mariah Carey, Usher, Jesse Jackson, Tyresse, Jimmy Jam, Terry Lewis, Lionel Richie, enfim... e o clan Jackson. Ali, senti-me o representante de Angola e dos Palop no Adeus final ao Michael Jackson."

Fonte: Club-k.net



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