Luanda - Conforme previsões avançadas ao longo da semana, foi posto em liberdade condicional, quando eram precisamente 9h 31 (horas de Angola), o General Fernando Garcia Miala que cumpria pena de três anos na cadeia de Viana.

"Miala seria assassinado no Congo"

ImageAté ao momento que o Club-k.net tomou nota do acontecimento o general estava a caminho da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ser ouvido. Às 10h11, ele e os seus advogados atravessavam as proximidades do súper mercado Jumbo, na avenida Deolinda Rodrigues. Miala estava a ser transportado numa viatura dos serviços prisionais acompanhado de três seguranças. Um contingente de jornalistas aguardava-o na porta daquela instituição. 

Para a liberdade de  Fernando Miala pesaram dois factores a saber:

- A lei determina que ao cumprir metade da pena deve ganhar liberdade condicional
- Constatação de que poderes paralelos que arquitectaram a sua detenção abortaram a influência que exerciam junto ao tribunal supremo. A última influência deveu-se quando o jurado propôs que o mesmo apresentasse um pedido de desculpa em troca da sua liberdade, gesto que foi interpretado como recado ou vontade da presidência da República.

Fernando Garcia Miala, formado em psicologia foi um dos mais importantes colaboradores do Presidente José Eduardo dos Santos. A sua queda dos Serviços de Inteligência Externa deveu-se a grupos internos ligados a presidência por motivos  diversos. Foi destituído do posto de DG do SIE e mais tarde preso.

 Alega-se em meios competentes/de inteligência que na senda dos empréstimos obtidos da negócios da China, o General teria alertado ao Presidente a cerca de empresas angolanas fantasmas (com semanas de existência) que estavam a ser postas como concorrentes nas parcerias que teriam com as congéneres das empresas daquela potência asiática que operariam no país.

De acordo com um plano abortado, a intenção era mesmo eliminá-lo fisicamente. Fernando Miala seria orientado a viajar em missão para o Congo-Kinshasa e enquanto isso um elemento instruído iria destabilizar uma cerimónia nas instalações do palácio presidencial na qual seria anunciada como tentativa de golpe de Estado. Em paralelo, Fernando Miala seria assassinado no Congo de que serviria para anunciarem que estava naquele país em fuga após tentativa de golpe de estado e por isso foi abatido.

O mesmo não chegou a viajar ao que alterou o plano programado pelos seus detractores tendo os mesmos partido para um plano secundário de que resultou na sua prisão e igualmente do resto dos membros da antiga direcção do SIE. De fora, teriam ficado, o antigo director de análises e informação Constantino Vitiaca (que não era militar) e o Brigadeiro Gilberto Veríssimo “Betinho” apontado como o elemento usado  por “estranhos” para informar ao PR de que Miala pretendia tomar medidas ativas contra si.

Fonte: Club-k.net



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