Brazzaville - Pelo menos quatro candidatos da Frente dos Partidos da Oposição Congolesa (FPOC) e um candidato independente às eleições presidenciais de 12 de Julho último introduziram "recursos de anulação" do escrutínio no Tribunal Constitucional por alegada fraude, anunciou hoje (quinta-feira) em Brazzaville uma fonte segura.

Por  causa da fraude eleitoral

Clément Miérassa, um dos candidatos da FPOC, disse que "o corpo eleitoral de dois milhões 78 mil eleitores é falso para uma população de menos de quatro milhões de pessoas. Ele corresponde, pelo contrário, a uma população de mais de quatro milhões do Congo em 2013".

"Como compreender que a província de Kouilou, no sul, que possui uma população de 92 mil habitantes, possa dispôr dum corpo eleitoral de 63 mil eleitores e há muitos outros casos deste género em todas as províncias", denunciou.

Clément Miérassa, Mathias Dzon, Bonaventure Mizidy, Guy Romain Kinfoussia (todos da oposição) e Jean François Tchibinda Kouangou (independente) são os cinco candidatos derrotados que apresentaram no Tribunal Constitucional recursos de anulação das eleições presidenciais ganhas, na primeira volta, pelo Presidente cessante, Denis Sassou Nguesso, com 78,61 dos sufrágios.

No total 13 candidatos disputavam os sufrágios dos Congoleses para a Magistratura Suprema.

A Frente dos Partidos da Oposição Congolesa apelou ao boicote do escrutínio de 12 de Julho, julgando que as condições da sua organização estavam pouco conformes com as normas duma eleição credível.

Os observadores da União Africana (UA), da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), bem como deputados observadores franceses qualificaram que a eleição decorreu "com transparência e conforme aos critérios admitidos pela comunidade internacional".

No entanto, o Observatório Congolês dos Direitos Humanos (OCDH), considerou que "as eleições foram manchadas por vários casos de fraude e não foram credíveis".


Fonte: Angop



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