A audiência a M. Tsivangirai, publicamente anunciada com antecedência, foi vista como novo desenvolvimento de uma política de distanciamento de JES em relação a Robert Mugabe – já notada do antecedente em meios de intelligence.

Antes, JES ordenara já o regresso a Luanda de conselheiros de segurança até então mantidos junto de R. Mugabe. A atitude de JES é considerada reflexo de avaliações segundo as quais seria conveniente “desconotar-se” de R. Mugabe – também por razões político-eleitorais internas, relacionadas com a má imagem deste e a ideia corrente de que é já uma figura do passado.

Zimbabué provoca movimentações dos EUA

Os embaixadores norte-americanos nos países da África Austral foram instruídos para pôr os respectivos governos ao corrente das seguintes “informações exactas” acerca da situação no Zimbabué: a) está em curso uma campanha de violência contra a população identificada como tendo votado na oposição; b) a campanha foi organizada ao mais alto nível do poder da Zanu-Fp, visando intimidar e condicionar o eleitorado face ao cenário de  uma 2ª volta das eleições presidenciais; c) os EUA têm provas de episódios da campanha de violência e conhecem a identidade dos mandantes e executores da mesma.

As diligências dos diplomatas norte-americanos destinam-se igualmente a fazer sentir aos seus interlocutores que os EUA não têm planos para intervir directamente no Zimbabué, inclusivé por reconhecerem que é um assunto da competência da UA e de organizações regionais, como a SADC. As instruções transmitidas pelo Departamento de Estado aos diplomatas admitiam o recurso adicional a contactos de esclarecimento com os media locais.

Fonte: Monitor Africa



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