Luanda - Os tais mafiosos, segundo o Jornal A VOZ DO POVO reúnem-se, quinzenalmente, algures do Município da Maianga, na residência oficial do seu jovem líder Santana, para o delineamento dos seus planos maquiavélicos, que constam em desviar carros meio-acidentados, que são registados como património desta instituição. E até já pensam espalhar a tal prática por todo país


O grupo é composto, na sua maioria, por jovens funcionários desta instituição pública, que zela pelo seguro de milhares de angolanos. Estes fazem e desfazem como lhes dá na gana, no sentido de manchar o bom nome que a ENSA vem carregando há 31 anos, e sem que os seus dirigentes máximos o percebam.


Segundo apurámos as tais operações, dos mafiosos, são dirigidas, sigilosamente, por um jovem de 27 anos, de nome Luís Capemba, cognitado por Santana, há escassos três. “Nada se movimenta sem as ordens do Santana”, disse um velho funcionário que foi, recentemente, posto fora deste rentável esquema que (já) moviment(ou)a milhões de kwanzas anualmente. A nossa fonte suplicou, ao autor destas linhas, para mantê-lo em anonimato, por temer represálias por parte dos mafiosos que não perdoam aos seus companheiros, por qualquer deslize, que ponha em risco as suas operações altamente secretas.
Como funciona o esquema?


Foi assim quer disparámos a nossa primeira pergunta. Pelo que responde a nossa fonte. O esquema é simples, a referida quadrilha subdivide-se em vários escalões. “Cada um faz a sua parte.. Há quem viva à procura de clientes para posteriormente ganhar 10 por cento da comissão, depois de cada venda. Outros trabalham na elaboração das facturas que autorizam a comercialização dos referidos automóveis”, confidenciou a nossa fonte sem receio.


Quantos dias leva está operação? Questionámos novamente. “Não tanto assim, porque todos cooperam para que tudo corra sem sobressalto”, garantiu. “Porque quanto mais rápido despacharmos cada operação, maior é o ganho para o grupo, e depois só leva tempo quando o cliente não liquida por completo a massa”, acrescentou o nosso interlocutor.


O preço da mercadoria varia entre três a seis mil e tal dólares norte-americanos. Três mil, no caso de um simples turismo com uns pequenos arranjos, ao invés de mil e qualquer coisa que seria o valor real cobrado pela companhia.
A escolha das marcas de carros é da competência do cliente. “Temos várias marcas nomeadamente:  Toyota (quase todos tipos), Chevrolet, Volkswagen, Suzuki, Santana, Hyundai, entre outros”, disse. Existem também os carros que custam sete mil dólares em diante, cujos tipos são jipes 4x4 (Toyota, Chevrolet, Ford por aí) que num mercado paralelo, os seus clientes adquiririam por quinze mil em diante.


A maioria destes mafiosos, segundo soube este jornal, para além de possuírem contas gordas nalguns bancos da capital, e seguros de vida, saúde (na clínica do Alvalade e restantes) e desfrutam de uma ‘dolce vita’ com carros meios-luxuosos e Hiaces (estes para serviços de táxi).


Diante destas graves denúncias, o Voz do Povo procurou ouvir os altos responsáveis desta instituição dirigida por ex-bastionário da OAA, Manuel Gonçalves, mas os nossos esforços foram inúteis. Contudo prometemos voltar na próxima edição, com novos dados para dar a continuidade e desmascarar estes pequenos mafiosos que fazem daquela empresa o seu “el-dourado”.


* Luís Moniz, Jornalista free-lancer  / 
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Fonte: A Voz do Povo



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