Lisboa – O repto lançado nesta segunda-feira (7) por Tchizé dos Santos para que se investigar como as seguradoras em Angola estariam a receber as suas respetivas licenças, trouxe ao de cima, o antecedente da constituição da STAS - Sociedade Transnacional Angolana de Seguros, detida pelo seu irmão de 26 anos, Eduane Danilo dos Santos (na foto).

Fonte: Club-k.net

Para abertura de uma empresa de Seguros

A STAS, segundo documentos em posse do Club-K, foi constituída aos 8 de Julho de 2015, no mesmo mês e ano, que foi também criada as empresas “EGM Capital”, e a “C8 Capital”, na qual Danilo dos Santos se fez acionista do Banco Postal. Para constituição de uma empresa de Seguros, a lei Geral da actividade seguradora, exige como capital social o equivalente a 10 milhões de dólares americanos.

 

Por ironia, sem saber que o seu pedido (de investigação) pudesse atingir interesses empresariais   de seus familiares, Tchizé sugere que com uma investigação a volta de todas seguradoras “poderá se saber como elas foram criadas, onde foram buscar dinheiro para integrar o capital e como foram alavancadas”.

 

Solicitado a comentar, o militante  do Bloco Democrático, Africano Gomes "Gomito", sugere a quem de direito que clarifique se de facto Danilo dos Santos cumpriu com os requisitos da lei Geral da actividade seguradora, pagando os 10 milhões de dólares para a ter a licença da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG). Em caso, de resposta positiva, o dirigente político   desafia novamente a quem de direito para que investigue e esclareça onde e como um jovem de 26 anos obteve os referidos fundos para obter uma licença de empresa de seguros.

 

Segundo Africano Gomes, caso se diga que Danilo não pagou os 10 milhões de dólares exigidos por lei, neste caso vai haver matéria para que a PGR investigue as denuncias sobre a alega existência de facilidades para licenciamentos de seguradoras.

 

No alerta feito, esta semana por Tchizé dos Santos , a parlamentar apresenta pistas de que “aí estará a resposta porquê que umas nunca conseguiram sair do papel e outras dão milhões a pessoas que estão em cargos públicos ao mais alto nível e não nascerem herdeiros de país ricos.”

 

No primeiro semestre de 2018, o consultor da PWC, Nuno Matos, disse ao Jornal Expansão que das 26 seguradoras licenciadas no país 19 podem fechar. Segundo o mesmo “apenas sete seguradoras estarão no rol das que realmente honram os seus compromissos com os clientes em caso de sinistros”.

 

Das mais de 26 seguradoras licenciadas pelo órgão regulador ARSEG, apenas 11 foram admitidas pela Associação de Seguradoras de Angola (ASAN). As restantes foram postas de parte por não reunirem requisitos.

 



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