Lisboa – O ministro da justiça e direitos humanos de Angola, Francisco Manuel Monteiro de Queiroz foi ouvido na quarta-feira (9) desta  semana, no Tribunal Provincial de Luanda, para esclarecimento a volta do processo que envolve o empresário marfinense Dabine Dabire, detido desde Maio do  ano passado,  na capital angolana. Foram também ouvidos o titular da energia e agua João Batista Borge e três  Vice-governadores províncias (Bengo, Kwanza-Sul e Benguela).

Fonte: Club-k.net

Dabine Dabire é o empresário que, acerca de dois  anos, aproximou-se das autoridades angolanas comprometendo-se investir “bilhões” de dólares americanos em projectos de construção de bairros-piloto que se estenderiam pela província de Luanda, Bengo, Benguela, e Kwanza-Sul, no quadro do projecto cidades inteligentes. As autoridades moveram lhe um processo por alegados “factos que configuram a pratica de crime de burla por defraudação, associação criminosa, corrupção activa e trafico de influência”.

 

O ministro Francisco Queiroz teve contacto com o empresário marfinense quando ainda desempenhava as funções de Ministro da Geologia e Minas no executivo do Presidente  José Eduardo dos Santos. As entidades citadas foram ouvidas uma de cada vez na presença dos advogados de defesa e do Juiz que quis saber deles, se conheciam Dabine Dabire, as razões dos encontros e o que foi que o empresário apresentou-lhes como propostas nas suas respectivas áreas de trabalho.

 

O propósito das declarações destas testemunhas serve para o juiz poder pronunciar-se nos próximos 30 dias.

 

Dabine Dabire, é representado pelos advogados Ana Paula Godinho, Alexandre Bala Toto e Sérgio Raimundo.

 

A sessão de esclarecimento no Tribunal de Luanda acontece num momento em que a empresa Grant Orton, remeteu as autoridades angolanas, uma documentação confirmando que o empresário tem activos no valor que declarou as autoridades e que foi esta mesma empresa que fez auditoria nos seus projectos.

 



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