Namibe - Francisca Teresa, trabalhadora do palácio do governo provincial do Namibe e em serviço na residência do governador Boavida Neto, afirmou ter sido agredida pela senhora Teresa Lisolela Boavida, esposa do governador, com três bofatadas e posteriormente um balde na cabeça, supostamente por a patroa achar que a residência não estava limpa.

 

* Armando Chicoca
Fonte: Radio Eclesia


Depois de agredida, segundo a lesada, foi perseguida até a porta principal da residência, tendo sido vista por várias pessoas que passavam pela rua naquele momento. Francisca Teresa disse que só não devolveu as chapadas a si disferidas pela mulher do governador por ser uma pessoa educada. A lesada foi chamada e ouvida pelo governador que a transferiu da residência, lugar onde geralmente trabalha, para o palácio.


“Ele perguntou-me se a esposa me havia agredido e depois mandou-me imediatamente para o palácio. Só isso. Ele não me fez mais qualquer outra pergunta.”, palavras de Francisca Teresa aos microfones da Ecclésia ao se referir à conversa com o governador.

 

Esta denúncia tornou-se pública graças aos familiares da lesada que recorreram à imprensa privada para falar do assunto. “Ela como funcionária do estado está com medo de sofrer algum tipo de retaliação. Mas eu como parente vim aqui à Rádio Ecclesia pontualizar esta situação.”, afirmação de um dos familiares.

 

“Eu não consigo entender como a mulher de alguém que representa o presidente da república, por mais chateada que esteja, agride uma funcionária desta maneira.”, prosseguia o familiar que se mostrava bastante desapontado.  “Não sei se o governador e a sua esposa assistem televisão. Se assistissem perceberiam que o presidente da república tem estado a chamar a atenção para se evitar a violência doméstica. Acho que a voz do presidente em Angola não vale nada.”, rematou.

 

Durante três dias a Rádio Ecclésia tentou contactar a esposa do governador, mas sem êxito. Arcelinda Nobre de Melo, chefe do palácio do governo do Namibe e responsável pela senhora agredida, negou-se a prestar qualquer declaração e fez de contas que não tivesse passado nada. Atitude idêntica teve a chefe dos recursos humanos, Ana Tavares, ao negar-se a prestar qualquer declaração. 



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