Lisboa - Leopoldino Fragoso do Nascimento, antigo chefe das comunicações do gabinete presidencial  foi há duas semanas,    interpelado e impedido de fazer uso do seu avião privado quando se preparava para deixar o aeroporto “4 de Fevereiro”, de Luanda rumo a Europa. A tripulação que o acompanhava foi também intimidada por elementos da segurança aeroportuária que no momento deram a “ordem de saída” da aeronave.

Fonte: Club-k.net

Secreta angolana coordena interdições de saídas do país

O general, que viu os seus direitos constitucionais a serem violados, tentou em vão protestar tendo em conta que tem conhecimento que sobre si não pesa nenhum pendente judicial e que também nunca foi ouvido ou convocado pelo ministério público de Angola.

 

Segundo apurou o Club-K, o impedimento de se ausentar do país ao general advém apenas de “ordens verbais” sem contudo existir alguma interdição formal. Para além de “Dino”, há igualmente ordem verbal, para interpelação contra o antigo PCA da Endiama, António Carlos Sumbula e um filho deste, por alegada investigação que decorre - no Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas (DINIAE) - a volta de negócios do sector dos diamantes.

 

As operações de interdições de saída do país estão a ser directamente acompanhadas pelo Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), órgão dirigido por Fernando Garcia Miala. O SINSE, treinou cercou de 300 efectivos tendo os colocados nas principais fronteiras portuárias e terrestres com a missão de impedir a saída de destacadas figuras do antigo regime do Presidente José Eduardo dos Santos.

 

No passado dia 24 de Janeiro, o deputado do MPLA, Manuel António Rabelais foi retirado do avião quando tentava viajar para Lisboa sob alegação de que o seu nome constava numa lista “impedidos” de se ausentar do país, numa altura em que não havia ainda notificação para se apresentar as autoridades. Somente no dia 13 de Fevereiro é que a PGR oficializou a sua proibição de saída do país. O momento da sua retirada do avião, no mês passado, foi filmado pela equipa do SINSE que acompanhou o seu processo.

 

A prior a proibição de viagem de Manuel Rabelais, o país passou a viver um clima tenso e de receios. Duas filhas de José Eduardo dos Santos (Isabel e Tchizé dos Santos), estão ausente do país desde o ano passado e lhes são atribuídas sentimentos de intranquilidade quanto a sua segurança em Angola. Na mesma situação, está um ex- ministro da saúde, José Vieira Dias Van-Dúnem que há três meses, se transferiu para capital portuguesa, morando em Massama.

 

Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, que desde Dezembro ausentou-se do país, para oito dias, em Portugal,  por alegados motivos de saúde, acabou por estender a sua estada regressando a Angola há uma semana.  A semelhança de “Dino”, com que patilha negócios em comum, há conhecimento da existência de investigações a volta do mesmo.

 

De acordo com apurações, as autoridades angolanas   terão partido para um “plano paralelo", destinado a  forçar a um processo em Portugal. O plano contou com as intervenções de Álvaro de Oliveira Madaleno Sobrinho, agora do lado do regime de JL, que foi a Portugal fazer acusações responsabilizando “Kopelipa” e amigos pelo desfalque de 3 mil milhões de dólares do BESA que no seu ponto de vista os “portugueses foram vítimas de um plano maior montado pelos acionistas angolanos do BESA”.

 

Recorda-se que o general Hélder Vieira Dias ‘Kopelipa’ é a entidade do regime de JES  que em 2017, apareceu em denuncias de uma reportagem “Assalto ao Castelo” emitida pela SIC, como tendo transferido cerca de 300 milhões de dólares do Banco Espírito Santo Angola (BESA) para contas bancárias do Espírito Santo Bankers Dubai.

 



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