África do Sul - O Presidente da África do Sul decidiu a criação de um tribunal especial com poderes para recuperar o dinheiro perdido pelo Estado devido a casos de corrupção.

Fonte: JA

Segundo a imprensa sul-africana, este tribunal está directamente ligado à Brigada Especial de Investigação, a quem competirá seguir o rasto do dinheiro e de preparar os processos que depois serão submetidos aquela instância judicial, tornando assim mais célere a resolução dos casos que envolvem situações de corrupção.

 

Depois de estar 25 anos no poder, o ANC do Presidente Cyril Ramaphosa, tem alguns dos seus quadros directamente envolvidos em vários escândalos de corrupção, alguns dos quais forçaram mesmo a saída de Jacob Zuma e impossibilitam uma sua eventual candidatura nas eleições de 8 de Maio.

 

O anúncio da criação deste tribunal especial, feito pessoalmente por Cyril Ramaphosa em declarações à imprensa à margem de uma reunião do seu partido, surge um dia depois do líder da Aliança Democrática, principal força da oposição, ter defendido a aprovação de uma lei que puna com um mínimo de 15 anos de prisão quem for condenado por corrupção.

 

Numa reunião do seu partido, Mmusi Maimane criticou Ramaphosa por aquilo que disse ser uma “total inércia” do Governo no combate à corrupção.

 

No seu discurso sobre o estado da nação, proferido no início do deste mês, Cyril Ramaphosa anunciou a criação da Brigada Especial de Investigação para tratar de todos os casos de corrupção, ficando agora o círculo fechado com o surgimento do referido tribunal que vai ter poderes judiciais específicos para decidir sobre este tipo específico de crime.

 

Neste momento, os casos mais sonantes de corrupção envolvem o antigo Presidente Jacob Zuma, um dos seus filhos, a família Gupta e a empresa pública de electricidade Eskom.

 



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