Maputo - A Polícia da República de Moçambique (PRM) quer usar a experiência de Angola na proteção de instalações petrolíferas para garantir os projetos do setor no país, disse o comandante-geral da corporação policial moçambicana, Bernardino Rafael.

Fonte: Lusa


"O objetivo fundamental da nossa visita a Angola era colher o máximo de experiência da garantia de segurança e ordem pública nos locais de concentração das empresas que exploram os recursos naturais", afirmou Bernardino Rafael, citado hoje pelo País, o principal diário moçambicano.

As autoridades moçambicanas, prosseguiu, estão empenhadas em garantir a segurança dos empreendimentos de gás natural na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, norte do país.

"No caso vertente, estamos a falar do gás do Rovuma, na província de Cabo Delgado. Interessava-nos saber como é que a polícia de Angola controla os seus recursos e como capitalizar esse trabalho", declarou.

 

O comandante-geral da PRM apontou a necessidade de um sistema integrado de proteção das zonas de exploração dos recursos naturais para conter potenciais ameaças.

No dia 21 de fevereiro passado, carros de empresas contratadas pela petrolífera norte-americana Anadarko sofreram ataques armados por parte de desconhecidos, no distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, resultando na morte de um trabalhador e no ferimento de seis.

Os ataques ocorreram numa estrada a 20 quilómetros de Afungi, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, onde a Anadarko está a construir uma fábrica de processamento de gás natural liquefeito e um aeródromo.

Dezenas de pessoas, entre civis, membros das Forças de Defesa e Segurança e alegados elementos dos referidos grupos, já morreram no contexto da violência no norte de Cabo Delgado.

A insegurança obrigou populações de várias aldeias a fugirem das suas casas para zonas mais seguras.

 



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