NOTA DE REPÚDIO

Luanda - O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA acompanha com preocupação e repulsa notícias sobre mortes, por agentes da Polícia Nacional, de cidadãos inocentes interpelados no decurso da luta que diariamente levam a cabo pela sua sobrevivência e das suas famílias. Desta vez, o infortúnio tocou na cidadã que em vida se chamou Juliana Kafrique, que se encontrava em exercício de actividade de comércio ambulante, no dia 12 de Março de 2019, na rua 21 de Janeiro, no Bairro Rocha Pinto.

Fonte: UNITA

Em função da recorrência de actos do género em que, ultimamente, as vítimas são sempre mulheres zungueiras em busca do sustento de suas famílias e os autores agentes policiais que deveriam proporcionar segurança aos cidadãos, a Direcção da UNITA emite a seguinte posição:


• Lamentar a morte de Juliana Kafrique que com apenas 29 anos de idade tinha muito a dar à sua família e ao país e apresentar à família enlutada as mais sentidas condolências;


• Condenar em termos veementes o acto bárbaro cometido pelos agentes da corporação, a quem competia garantir segurança aos cidadãos;


• Exortar o Executivo angolano e o Ministério do Interior em particular para a necessidade de rever as formas de recurtamento e formação de efectivos para a corporação e dar particular atenção à acções de desarmamento de mentes.


• Devem fazer parte da polícia nacional, homens e mulheres com equilibrio emocional comprovado, sob pena de termos em funções de segurança pública pessoas erradas que somente contribuem para a morte dos cidadãos e para mau nome da corporação.

Luanda, aos 14 de Março de 2019.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA

 



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