Washington – Até a data da sua recente nomeação como chefe adjunto do SINSE, Jacinto Pedro Ricardo Figueiredo ocupava a pasta de Director da Informação e Análise (DIA). Mas reza a historia que entrou para a Segurança de Estado ainda muito jovem logo após a abertura do multipartidarismo. Nos dias de hoje ficou notabilizado como um dos raros quadros que aos 29 anos de idade lhe foi confiada a responsabilidade de “mando”.

Fonte: Club-k.net

Como profissional é-lhe destacada a pontualidade de “estar já” no gabinete às 5 da manha. No passado frequentou vários cursos de superação tanto em Angola como no estrangeiro. Na fase inicial da sua carreira, foi visado por um programa de instrução interna dos quadros tendo concluído, por conta da instituição, os estudos pré – universitário. Logo a seguir frequentou, de forma interrupta, o curso de direito da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, faltando-lhe agora uma cadeira para receber o diploma.

 


Até hoje a sua ascensão profissional, como perito em segurança, divide opiniões internas. Há quem o aponte como tendo feito parte de um grupo de “ascendentes” que beneficiaram de um alegado nepotismo exercido nas sucessivas gestão do aparelho de segurança. Outros contrapõem alegando a sua ascensão terá sido por mérito próprio, e que, não teve como ter sido favorito por “compadrio político”, uma vez que Jacinto veem de uma família abastarda e humilde  cujo pai  nasceu,  em Mbanza Congo.

 


Apesar de ter a fama de ser “filho” da antiga directora Mariana de Lourdes Lisboa Filipe, o novo chefe-adjunto do SINSE, é também ligado Fernando Garcia Miala, de quem esteve perto ao tempo em que o general coordenada o sistema de segurança nacional. Porém, foi mesmo pelas mãos de Mariana Lisboa Filipe que foram lhe identificados predicados para em Fevereiro de 2003, ser escolhido como o Director de Gestão de Recursos Humanos cargo na qual foi mais tarde rendido por José Roldão Teixeira.

 


Nos “largos” anos que esteve a frente dos recursos humanos da secreta domestica, foi responsável pelo ingresso e recrutamento do chamado “sangue novo”. Ao mesmo tempo recaiam sobre si, surdas contestações – por parte de antigos veteranos - de que havia prejudicado a readmissão ou ascensão de antigos quadros oriundos do extinto MINSE, que foram enviados para formação superior no exterior do país.

 


Jacinto Figueiredo, sobreviveu as contestação, e na era do então director Sebastião José Martins, foi-lhe confiada a importante gestão do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP). Em finais de 2013, já como Director da Informação e Analise, o seu nome chegou a ser citado como estando nas preferências do então director-geral, Eduardo Filomeno Leiro Octávio para ser elevado a chefe-adjunto da instituição na espectativa de responder pelos órgãos de apoio instrumental (sector administrativo). Figueiredo seria preterido por José Coimbra Baptista Júnior “Coy”, até aguardar por cinco anos pela entrada de um “salvador reformador” da secreta domestica, Fernando Miala que propôs o seu nome ao novo Chefe de Estado para se tornar no numero dois da secreta, em rendição do tenente general Fernando Eduardo Manuel.

 



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