Lisboa - Ângelo de Barros Veiga Tavares, é citado em meios políticos,   em Luanda, como sendo o  ministro que mais se tornou próximo de elementos da “entourage” do Presidente da República, João Lourenço. As citações são baseadas nas relações estreitas que o titular da pasta do interior  passou a fortificar  com o director do gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa.

Fonte: Club-k.net

Aproximações ao centro do poder   irrita adversários 

A relação entre ambos advém do anterior governo de Eduardo dos Santos, porém, foi com a chegada ao poder de João Lourenço que Ângelo de Barros Veiga Tavares passou a ser visto  com certa frequência, aos finais de semana, na quinta de Edeltrudes Costa, na zona do Kikuxi, arredores de Luanda. Costa por sua vez, passa por ser o protector do ministro junto ao gabinete presidencial. 

 

Não há conhecimento se ambos partilham interesses comerciais em comum. Contudo, é a amizade entre os dois que faz com que adversários de Edeltrudes, dentro e fora do regime, o acusem de usar o seu poder sobre o ministério do interior para melindrar opositores.

 

No inicio do ano passado, Edeltrudes Costa acionou um processo junto a Procuradoria Geral da República contra um empresário costa-marfinense, em Angola, Dabiné Dabiré,  acusando-o de ser um burlador e de não ter capacidade de investimento com que se apresentou junto das autoridades angolanas.

 

Dabiné que se encontra detido na prisão de Viana, desde Maio de 2017, foi constituído arguido - processo crime numero 687/018-DCO, por “factos que configuram a pratica de crime de burla por defraudação, associação criminosa, corrupção activa e trafico de influência”. Em Dezembro último, Edeltrudes Costa foi notificado na sua qualidade de declarante do processo. Em Janeiro do corrente ano, o juiz do TPL fez a pronuncia retirando os crimes a que o empresário foi acusado e “arranjaram-lhe” uma outra acusação, de crime de incumprimento de pagamento de mobílias e cortinas para o seu escritório nas duas suites (Chalés 15 e 16) que arrendou no hotel HCTA, em Luanda.

 

As viravoltas que se tem dado para que o cidadão costa-marfinense se mantem na cadeia de Viana, em Luanda, tem levado com que os seus compatriotas acusem Edeltrudes Costa, de estar a beneficiar da amizade com o ministro do interior (que tem a tutela dos serviços prisionais) para manter Dabiné Dabiré, na prisão em Angola e “reter” os seus supostos projectos. Na prisão de Viana, Dabiné que tem estado a receber visitas de testemunhas de Jeová, passou a ser chamado de o "preso do senhor Edeltrudes". 

 

Na visão de alguns observadores em Luanda, a influencia do director do Gabinete do PR, Edeltrudes Costa junto do ministério do interior, não deverá ser alheia ao caso do então director da General Electric que fugiu de Angola, sem rastos quando estava a ser investigado pelo Serviço de Investigação Criminal. O referido cidadão estrangeiro Wilson Feita Daniel da Costa (americano de origem Camaronesa) estava a ser investigado devido a indícios de falsificação de vários documentos, incluindo contratos e bilhete de identidade. É esposo de uma sobrinha de Edeltrudes Costa.

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