Luanda - O chefe da delegação portuguesa à Feira Internacional de Luanda (Filda) manifestou o seu desagrado com a ainda existência de barreiras na obtenção de vistos de entrada em Angola.

 Fonte: JA

Tiago Pereira, que falava ao Jornal de Angola, disse que o problema de que se queixa é uma das maiores preocupações de investidores e empresas portuguesas presentes na 35ª edição da Feira Internacional de Luanda, a maior bolsa de negócios em Angola.

 

O chefe da delegação lusa defendeu a necessidade do aumento da facilidade na concessão, por Angola e por Portugal, de vistos de entrada nos dois países, sobretudo, para os empresários.

As barreiras e o tempo esperado para a obtenção de vistos têm, segundo Tiago Pereira, criado atrasos nas deslocações a Angola de técnicos portugueses solicitados para resolver problemas de empresas angolanas.

 

“Defendo maior rapidez e facilidade na obtenção de vistos”, frisou Tiago Pereira, gestor de mercados internacionais, que disse esperar que as relações entre Angola e Portugal sejam cada vez mais fortalecidas, “uma postura que se deve manter”, por serem países com “muitas ligações económicas e sociais.”

 


Também abordado pelo Jornal de Angola, o presidente do Conselho de Direcção da Escola Superior de Saúde de Santa Maria, José Manuel Silva, a participar pela primeira vez na Filda, opinou que “os vistos são instrumentos que deveriam ser revistos.”

 

“Eu acabo por dar o meu total apoio às iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para tentar acabar com os vistos entre os países lusófonos”, sublinhou José Manuel Silva.

 

O cidadão português disse esperar que haja flexibilidade entre os governos dos países de língua oficial portuguesa e falou da experiência da Europa, onde as fronteiras são abertas, razão pela qual “as pessoas entram e saem sem qualquer impedimento.”

 



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