Luanda - O advogado de defesa do réu Manuel António Paulo, ex-director do Conselho Na- cional de Carregadores (CNC), Bruce Manzambi, classificou a decisão como sendo injusta, acusando o ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos de ter autorizado as despesas do CNC.

Fonte: NJ

“O que foi produzido em prova não é o que foi lido na sentença; o senhor declarante Manuel Rasak, quando veio para este tribunal, foi claro em dizer que foi ele quem contactou o ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos e que foi o ex-Presidente quem autorizou as despesas”, disse Bruce.


Orlando Cumandala, cunhado de Augusto Tomás, o único réu que se encontra em prisão preventiva desde Setembro de 2018, mantendo a sua situação carcerária após condenação, classificou de “político” este julgamento, porque em termos judiciais não foi vista matéria que de facto pudesse condenar o seu familiar.

“E acompanhei todos os dias aqui o julgamento deste nosso grande ex-ministro, não houve nenhuma imputação sobre factos reais que Augusto Tomás tenha cometido, noutro processo talvez pudes- se ser condenado, talvez pudesse ser im- putada responsabilidade, mas neste pro- cesso, de facto, não vimos nada”.


Orlando Cumandala admitiu que não se pode apelar inocência para to- dos os crimes de que vinha acusado Augusto Tomás, reconhecendo que “houve de facto uma falta de atenção” naquilo que foram os actos praticados pelo director do CNC.


Para Cumandala, a pena de 14 anos “é pesada”, sobretudo “para um indivíduo que neste processo quase não tem nada, é inibido de qualquer acusação”.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: