Lisboa – O antigo Chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), general Antônio José Maria, 79 anos, começa a ser ouvido, pelo Tribunal Militar, a partir do dia 4 de Setembro do próximo mês, no quartel geral do exercito, em Luanda.

Fonte: Club-k.net

Depois de em Fevereiro do corrente ano ter sido ouvido pela Procuradoria Militar, o general passou a prisão preventiva em casa, e esta autorizado a ir nas primeiras horas da manha fazer exercício na marginal de Luanda.

 

O general António José Maria está a ser acusado de extravio de documentos qualificados do SISM, e de os ter levado a casa a pretexto de que estaria a salvaguardar segredos do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, tendo se recusado realizar o acto de entrega de pasta ao seu sucessor, general Apolinário José Pereira. É também acusado de crime de insubordinação militar semelhante ao que engendrou em 2005 contra o antigo DG do SIE, Fernando Garcia Miala.

 

Ao tempo do regime de José Eduardo dos Santos, o general Zé Maria era a entidade que convencia o antigo Presidente a não sair do poder. Amedrontava-lhe dizendo que opositores internos planeavam dar-lhe sucessivos golpes de Estado. Em 2005, junto com o general “Kopelipa” engendraram a prisão do antigo DG do SIE, Fernando Garcia Miala, atribuindo-lhe um fabricado crime de insubordinação militar.

 

O mais recente e notório excesso de Zé Maria, aconteceu em Junho de 2015, quando mobilizou o SIC para prender 15 jovens em Luanda que estavam a ler um livro sobre ditadura. O mesmo forjou uma falsa acusação de que os jovens queriam dar um golpe de Estado e assassinar o ex- Chefe de Estado. Para a fabricação desta acusação, o general contou com o apoio do antigo PGR, João Maria de Sousa e um Vice-PGR, Luciano Chaca causando sofrimento as famílias dos detidos.

 

Osvaldo Caholo, que fazia parte do grupo de jovens acusados de dar golpe de Estado, escreveu recentemente o episódio em que esteve perto de ser executado pelo SIC, a mando de Zé Maria, quando foi raptado, em casa, pelos agentes da instituição liderada pelo comandante Eugénio Alexandre. Já, em 2012, o SIC, e o SISM na pessoal do general Filomeno Peres "Filó", assassinaram, em Luanda, dois activistas, Isaías Cassule e Alves Kamulingue.



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