Tsvangirai foi detido esta manhã na companhia do vice-presidente do partido, do secretário-geral e ainda do chefe da sua segurança pessoal. A polícia parou a caravana política do MDC durante uma viagem em Lupane, na zona Ocidental do país.

«Estamos detidos na estrada e eles dizem que vem um comandante a caminho e que temos de esperar por ele», informou o porta-voz do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), George  Sibotshiwe. «Não explicam porque nos pararam e isto é uma detenção ilegal», afirmou a mesma fonte, que assegurou ainda que a intenção do Governo de Mugabe é «danificar a nossa campanha eleitoral».

Morgan Tsvangirai foi o primeiro político do Zimbabué a obrigar Robert Mugabe a disputar uma segunda volta em eleições presidenciais desde que este assumiu o poder no país em 1980. Os membros da oposição reclamaram vitória logo após as eleições de 29 de Março, mas foi apenas a 2 de Maio que a Comissão Eleitoral do país anunciou uma vitória de Tsvangirai com 47,9% dos votos contra 43% de Mugabe.

Durante o impasse, o MDC acusou os homens de Mugabe de matarem mais de 60 apoiantes do seu partido e Tsvangirai refugiou-se em países vizinhos para evitar ataques contra si e a sua família. O candidato presidencial regressou ao Zimbabué na última semana de Maio, dirigindo-se de imediato a um Hospital de Harare, onde visitou alguns apoiantes vítimas de ataques do regime.

Ontem, na véspera da sua detenção, Morgan Tsvangirai afirmou que «Mugabe está determinado em tornar este país numa zona de guerra, para que as pessoas tenham medo de votar e ele possa ganhar as eleições de qualquer forma possível». Porém, mostrou também determinação: «Não vamos parar esta campanha e as pessoas não vão deixar de apoiar o MDC. Juntos vamos derrotar este ilegítimo e desesperado regime».

Fonte: Sapo.pt



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