Luanda - Foi levantada a questão da nacionalidade dupla do Engenheiro Adalberto da Costa Júnior , nascido no Tchinjenje, província do Huambo, localidade cravada entre montanhas, constituída por um povo humilde como é caracterizada. Adalberto é o candidato a Presidência do partido UNITA, um dos três grandes do nacionalismo angolano da nova era.

Fonte: Club-k.net

A nossa abordagem não é meramente política, mas algo mais estruturante a volta da posse de dupla nacionalidade e o exercício do poder político de altas funções do Estado. É sabido que o engenheiro Adalberto da Costa Júnior candidato que na primeira hora viu condicionada a sua candidatura por possuir a nacionalidade angolana e portuguesa, pela comissão organizadora do XIII congresso da UNITA, por altura da apresentação da mesma. Nada mal até ai; se por ventura o Eng Adalberto da Costa Júnior ganha às eleições no congresso, esta posição o coloca automaticamente  na condição de candidato a PR de Angola nas próximas eleições. Suponhamos que em 2022, ano do próximo pleito eleitoral, e com ajuda de Deus consiga vencer as eleições  mantendo a dupla cidadania  portuguesa  e angolana; num conflito que opusesse Angola e Portugal, um exemplo a gestão das fronteiras marítimas de Angola caso,  que Angola fizesse fronteira com Portugal, a quem decidiria a bem das duas nações que é portadora da  nacionalidade, é  uma questão de reflexão para futura memória.

 

A dupla cidadania trás consigo a chamada  ambivalência na tomada  das decisões por estarmos presos nos dois ramos da arvore, para aonde cairemos de coração, da razão, ou da inteligência racional. Por exemplo,  na  África do Sul tem muita cautela nestas questões por isso  naquele país,  os angolanos originários de famílias do antigo batalhão Buffalo, nunca chegam ao exercito com a patente que vai além de Coronel, dificilmente chegam a classe de oficiais generais, como se sabe, a função de general é  de confiança política.

 

Também nos penitenciamos que o caso do Eng Adalberto da Costa Júnior não é o único no país, existem dirigentes que banalizam a nacionalidade angolana quando se encontram nas terras das adegas de  vinhas e vindimas, exemplo são vários que nos propusemos abordar nos próximos capítulos. Os dirigentes devidamente conhecidos que possuem a dupla nacionalidade - não interessa como a obtiveram  e em que circunstancia - mas o exercício do poder político nas vestes da dupla nacionalidade em boa altura, foi levantada e da-se o   mérito a comissão organizadora do congresso da UNITA, por ter colocado o dedo na ferida que a muito deitava cheiro e muitos angolanos a serem prejudicados,  porque trabalhar no BPA, ou BCP Millenium em Portugal é a mesma coisa que trabalhar no Millenium Angola, BFA, Caixa Totta.

 

É importante refletir sobre o valor da nacionalidade porquanto ela esta intrinsecamente  ligada ao exercício da soberania do país, se por exemplo o ex-Presidente americano Barack Obama mantivesse a nacionalidade de origem dos seus progenitores,  já mais seria Presidente americano com poder de usar  o botão vermelho, para acionar qualquer arma nuclear e ser comandante supremo das forças armadas.

 

Quantos dirigentes angolanos ou titulares de cargos políticos governamental que ao chegarem no aeroporto General Humberto Delgado (Ex-Portela) , abandonam o  passaporte angolano e assumem o da comunidade europeia ou do Estado Schengen,  por quanto tempo viveremos sobre esta dúbia e encapotado   nacionalismo fingido;  bem disse o Dr. Jonas Savimbi, e citamos “A definição do cidadão angolano que a própria constituição do MPLA tem, foi escrita por mim, e entregue pelo nosso secretario dos negócios estrangeiros Tony da Costa Fernandes, ao Doutor Mario Soares,  em 1975 no Alvor, não definia o angolano como branco,  como preto, como mulato, mas como aquele que ama Angola e luta por ela”.

 

A Lei dos partidos políticos em vigor em Angola,  também proíbe a dupla nacionalidade tal como se verifica no seu artigo 25, em que o legislador sugere que “a qualidade de dirigente máximo de um partido político é exclusiva dos cidadãos angolanos de nacionalidade originária e que não possua outra nacionalidade além da angolana.”

 

O engenheiro da Costa Júnior tem este mérito de ter combatido por Angola e amado,  mas manter para além da nacionalidade angolana outra, com ambições politica foi um erro estratégico e de calculo; mas  tudo estará nas mãos dos soberanos delegados do XIII da UNITA, o  partido fundado aos 13 de Março de 1966, em Manguai pelo Doutor Jonas Malheiro Savimbi.

 



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