Luanda – Um cidadão nacional  viu defraudada a sua expectativa por uma empresa que presta serviços de câmbio denominada ‘Rucâmbio’. O lesado encontra-se há mais de três meses a espera de uma transferência interbancária de menos de um milhão kwanzas para a sua conta da República Federativa do Brasil.

Fonte: Club-k.net

Segundo a vítima, em Agosto do corrente ano solicitou a um funcionário seu (que já tem vindo a fazer a mesma operação) a efectuar mais uma transferência a sua conta por via desta instituição monetária, mais infelizmente até a presente data, nunca recebeu nem um tostão.



No acto continuo, o mesmo terá contactado a Max Pay – uma empresa especializada no mercado de transferências e câmbios de dinheiro para Angola, Cabo Verde, Brasil, Estados Unidos da América, Europa e Resto do Mundo – uma vez que a Rucâmbio opera em parceria com esta, a fim de saber o por que do atraso, mas foi-lhe informado que o dinheiro nunca chegou de  sair de Angola, ou melhor, da casa de câmbio para a concretização do desiderato.

 

Ainda no mesmo dia, o cidadão  terá sido contactado por um dos responsáveis da Rucâmbio para lhe informar que o mesmo foi vítima de uma burla, uma vez que os recebidos emitidos pela Rucâmbio eram supostamente falsos e que os nomes dos trabalhadores que efectuaram a tal operação nem sequer constam na lista dos seus efectivos.



“Mas quando contactei a Max Pay de Portugal, o senhor que me atendeu disse-me que não reconhecia apenas o nome de um dos trabalhadores (Massanga Afonso), admitindo apenas de Lopes Adriano como um dos trabalhadores”, revelou ao Club-K, continuando, “porém fui contactado por Rui Carvalho, o responsável máximo da referida instituição, que me deu a garantia que a situação seria ultrapassada mais breve possível, infelizmente até hoje o problema mantém-se”.


A vítima de ‘burla por defraudação’ da parte do Rucâmbio diz que apenas quer reaver os seus valores monetários uma vez que se cansou por esperar. “Só quero que a Rucâmbio devolva o meu dinheiro, já não conseguiram efectuar a operação”, sentenciou.

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O Club-K  contactou o director geral da Rucâmbio, Rui Jorge de Carvalho, para esclarecer o assunto, mas este, inicialmente, mostrou-se arrogante. “Não tenho nada a dizer por que não conheço o senhor”, disse de boca cheia ao autor destas linhas. Horas mais tarde, o mesmo ligou a desculpar-se reconhecendo que, de facto, havia ‘makas’ com o seu cliente. 


“Queira me desculpar naquela hora, para dizer que nós conhecemos o caso e está ser investigado internamente, uma vez que as facturas apresentadas são falsas”, disse, ressaltando que “acreditamos nós que o senhor em causa foi burlado pelo seu trabalhador e somos da opinião que ele deve apresentar uma queixa junto das autoridades competentes para reaver os seus valores.”


Vale enfatizar que, a Rucâmbio – agente não bancário – firmou uma parceria com a Max Pay de Portugal, que permite aos seus clientes enviar e receber pagamentos locais e internacionais a partir das localizações privilegiadas.


De acordo com o director geral da Rucâmbio, Rui Jorge de Carvalho, as remessas que agora são oferecidas permitem que os clientes enviem dinheiro dentro de Angola e para o exterior com rapidez e eficiência, sempre assegurando o cumprimento rigoroso da legislação em vigor do Banco Nacional de Angola (BNA).



A Rucâmbio é uma instituição financeira sediada em Luanda, criada a 18 de Outubro de 2011. Em Janeiro de 2014, a empresa recebeu do BNA uma licença para realizar transferências de dinheiro a nível nacional e internacional.

 



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