Luanda - A evocação de um novo compromisso social em Angola (sem dúvidas, é a Nova Ordem Social), caucionado pelo Presidente da República, João Lourenço, no combate à corrupção, nepotismo e impunidade no seio da Administração Pública (para o bem e interesse comum dos angolanos), vai recebendo o respaldo da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) e, sobretudo, do Povo, o dono das riquezas do País.

Fonte: Club-k.net

Ainda assim, este órgão de inspecção, auditoria, controlo e fiscalização da actividade dos órgãos, organismos e serviços da administração directa e indirecta do Estado, é fortemente odiado por certa parte de angolanos, nomeadamente os marimbondos, gente que ajudou a delapidar o País nos últimos anos de governação de José Eduardo dos Santos.

Ao invés de ser visto como órgão contributivo ao aperfeiçoamento da organização, desempenho e disciplina dos serviços públicos, bem como para a gestão financeira e patrimonial de órgãos do Estado, pelo contrário, os marimbondos têm na IGAE um colossal entrave aos seus apetites e ilícitos, que hoje, felizmente, se esbarram no novo paradigma de moralização e credibilização do serviço público e social que se vive em Angola - adequáveis ao mundo moderno.

Se a política de luta anti-corrupção é um desígnio nacional, sendo que a credibilidade interna e externa passará pelo seu sucesso, urge então também que os procedimentos para o seu combate não sejam eivados de quaisquer imprecisões, dúvidas e vícios. Quer dizer: se os autores-marimbondos clamam contra eventuais arbitrariedades, atropelos à lei ou excesso de zelo no cumprimento das regras, fazem-na legitimamente, embora isso não seja encarado como mera justificação dilatória, evitando com que o Estando recupere o que ilicita ou irregularmente lhe foi locupletado.

A equipa do Inspector Gunza: o “JLO” da IGAE

À rigidez do novo inspector-geral da Administração do Estado, Sebastião Gunza, um comissário policial com larga experiência - foi director geral-adjunto do Serviço de Investigação Criminal, no combate à corrupção em Angola, “sem olhar para os actores envolvidos, (…) agora ou dentro de 100 anos”, (citando suas recentes palavras), os marimbondos usam a chantagem como meio visando a manipulação da opinião pública, aparecendo como “santinhos”. Mais uma vez, enganam-se do momento, pois, ultrapassado o período gracioso de cooperação, a actual fase é de cobrança coerciva, sem que o mecanismo de diálogo seja totalmente excluído – é assim em sociedade de matriz democrática e transparente.

Contra o “João Lourenço” da IGAE, como Sebastião Gunza é alcunhado em alguns grupos isolados no seio da instituição que dirige e fora dela, pouco ou quase nada impedirá que o também ex-inspector-geral do Ministério do Interior, prossiga com o seu trabalho diante de indícios de má gestão por parte de agentes públicos. Como consequência, a IGAE responde com acção pedagógica, visando a prevenção e o combate de crimes económicos e financeiros, ou a remissão ao Ministério Público dos eventuais indícios criminais. “O homem é incorruptível”, diz-se, para o desagrado do marimbondos, viciados com o passado de triste memória.


Deixando os marimbondos, porém, Gunza e a sociedade angolana ficam espantados que muitos ente-públicos continuem a cometer irregularidades no exercício das funções, quer em pequena ou em grande escala, designadamente na criminalidade económico-financeira, corrupção passiva e activa, vantagens indevidas, tráfico de influências e peculato, detectados por investigações ou por meio de denúncia via telefónicas e electrónicas (222328140/222321250, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. e www.igai.gov.ao), através das quais os cidadãos participam de casos de corrupção na Administração Pública.

Se há dois anos as “ordens superiores” santolistas arquivavam todas as denúncias e indícios passiveis de lesar o interesse público, hoje, com novo trilho e num contexto que exige coragem e patriotismo, a IGAE mostra-se adequada e tem seguido àquilo que, na prática, são os pergaminhos do, até aqui, principal rosto do combate à corrupção em Angola, o Presidente da República. Sem que isso seja interpretado como acto bajulatório, dir-se-ia que o mérito deve ser encorajado e dado a quem merece.



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