Luanda - Ser cientista social, significa fazer uma leitura racional e uma análise de factos e narrativas diversas, e isso eu faço diariamente. Mas ao deparar-me com o texto a baixo, fiquei deveras sem fôlego, como se já estivesse manietado pelo tal quase poderoso carrasco, o COVID-19. Dizia o texto : Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão. DAN 12: 9-10.

Fonte: Club-k.net

O que a maioria das pessoas hoje em Angola, e principalmente os que se dizem ser cristãos não sabem, é que cada obra, cada ação do Criador entre nós, tem significados infinitos para o nosso destino e dos nossos filhos. O mundo está submergido em águas turbulentas chamadas Coronavírus. Está você imune das águas turbulentas deste vírus que te podem submergir?

 

Outro texto que consultei diz: E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas. APOC 17: 14-15.

 

Com o COVID-19, o mundo parece muito estranho, mas não porque - ou não apenas porque - está mudando tão rápido e qualquer um de nós pode adoecer a qualquer momento ou já pode estar portando o vírus e não o sabe.

 

Parece estranho, porque as últimas semanas expuseram o fato de que as maiores coisas sempre podem mudar a qualquer momento. Não estamos assistindo a um filme: estamos escrevendo um até o final.

 

Tudo de momentos parece novo, inacreditável, avassalador. Ao mesmo tempo, parece que entramos em um velho sonho recorrente. De certa forma, nós temos já visto isso antes, na TV e em blockbusters. Ainda sabíamos aproximadamente como seria, e de alguma forma isso torna o encontro não menos estranho, mas mais ainda.

 

Hoje todos os dias a CNN, traz notícias de desenvolvimentos que, até Fevereiro passado, quando regressei para o país vindo dos Estados Unidos, pareceriam impossíveis. Assim as notícias na TPA, ou na TV Zimbo, as vemos, não por causa do senso cívico de que seguir as notícias é importante, mas porque muita coisa pode ter acontecido desde a última atualização. Esses desenvolvimentos estão chegando tão rápido que é difícil lembrar o quão radicais eles são.

 

Se a sete semanas desde que cheguei em Luanda, alguém me viesse dizendo o seguinte: dentro de um mês, as escolas serão fechadas e que todas as reuniões públicas e cultos, serão canceladas, centenas de milhões de pessoas em todo o mundo ficarão sem trabalho ( são quase 10M de pessoas sem emprego só nos Estados Unidos nas últimas duas semanas) e que os governos estarão reunindo alguns dos maiores pacotes de estímulo econômico da história, talvez eu não acreditasse.

Nos Estados Unidos, em certos lugares, os proprietários de imóveis, já não cobram aluguel, nem os bancos cobram pagamentos de hipotecas, e os desabrigados podem ficar em hotéis gratuitamente. Experimentos estarão em andamento na provisão direta do governo de renda básica, mas claro que não em Angola, ainda ninguém pensou até aí.

Grandes áreas do mundo colaborarão - com vários graus de coerção - em um projeto compartilhado de manter pelo menos dois metros de distância entre si sempre que possível, mas não em Angola.

Você teria acreditado no que acabei de descrever? Não é apenas o tamanho e a velocidade do que está acontecendo que é estonteante. É o facto de termos nos acostumado a ouvir que as democracias como a nossa em Angola, são incapazes de fazer grandes movimentos como esse rapidamente, ou de maneira alguma. Mas aqui estamos nós, em Angola e no mundo.

Qualquer olhar sobre a história, vai revelar que crises e desastres preparam continuamente o cenário para mudanças, muitas vezes para melhor.

Assim fica aqui meu prognóstico. A reeleição de JLO em 2022 so vai depender em como ele vai gerir estas águas turbulentas do COVID-19 e o mesmo vai para Donald Trump.

A epidemia global de gripe de 1918 por exemplo, ajudou a criar serviços nacionais de saúde em muitos países europeus. As crises gêmeas da Grande Depressão de 1930, e a Segunda Guerra Mundial prepararam o terreno para o moderno estado de bem-estar social que o ocidente desfruta hoje.

Aqui vai meu grito, motivo deste texto, que acho ser de muitos compatriotas hoje: Senhor, salva-me! Gritou Pedro, após se ver em perigo, ouvindo os ruídos do mar bravo por causa da tempestade. É importante notarmos que Pedro pede uma confirmação ao Senhor, dizendo: Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, SENHOR , manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor, e prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? MAT 14: 18: 21.

Na medida que ele percebeu que era mesmo Jesus, ele pede para ir ter com ele, e num momento ele esquece do perigo, "toda sua atenção é levada a Jesus". Então tudo se realiza e ele anda uma distância razoável, tanto que Jesus estava próximo e em condições de lhe estender a mão, puxando-o da água em que submergia. Então o que aconteceu para que começasse a afundar? - Jesus disse: "Por que duvidaste?"

O que significou então homem de pequena fé? Qual foi a dúvida que de assalto tirou Pedro de sua caminhada na direção de Jesus e o fez afundar? E por que um experiente pescador, conhecedor do mar da Galiléia, provavelmente acostumado a nadar naquelas mesmas águas, gritou por socorro? Ele temia afundar? Temia afogar-se? Teve medo das ondas?

Não! Note o que está escrito:


"Reparando, porém, na força do vento", teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, SENHOR!

Porque não fazer o mesmo hoje dentro do Estado de Emergência em que muitos de nós olhando pela intensidade do Coronavirus, estamos com medo que nem Pedro? Eu estou.

Coro amigo, o mar não estava em condições normais, se tratava de uma tempestade. O Coronavirus não é uma tempestade normal nem é um vírus normal.

Aqui vai minha pergunta para os cristãos angolanos, porque Jesus nos orientou construir na rocha? Cristo)? Porque com certeza viriam ventos como o Coronavírus, e correriam tempestades.

Note que outra vez também em uma outra grande tempestade aponto de afundar o barco, Jesus estava bem tranquilo dormindo em tal barco. E os discípulos com medo ( como tos angolanos estão) o acordam e ele repreendeu o vento. ele pode sim repreender o Coronavírus.

Jesus não tinha medo, ele sabia e principalmente "confiava, não duvidava" que sua vida está nas mãos do Pai. Construir na rocha e viver nesta certeza de fé, fé esta que só nestas horas sabemos se é verdadeira, pode fazer a diferença.

E assim atrevo-me a dizer, quando colocamos nossa atenção num problema, como o COVID-19, vamos afundar.
Poque assim esquecemos o que foi dito por Jesus: "Sem mim, nada podeis fazer.

Eu digo a você que está lendo este texto nesta época da Páscoa e saiba que este mundo é um mar em fúria contra toda alma dos seres humanos. Os loucos não sabem que é uma questão de tempo, e o barco vai afundar.

Finalmente, como dissemos acima, a tempestade que vivemos hoje, em forma do Coronavirus, é sim onde se assenta a prostituta, que ceifa vidas de povos, multidões, nações e línguas.

Por isso , não devíamos reparar as condições do COVID-19, mas sim olhar somente paraJesus, e assim eu e você, como Pedro, chegaremos até Ele. Seja então homem e mulher de fé e creia que Angola vai recuperar-se dessa tempestade.


Por. Mário Cumandala

 



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