Luanda – Cerca de 159 trabalhadores da empresa Jovibar – cuja sócia maioritária é a ex-ministra das Pescas, Vitória de Barros – estão há mais de cinco meses sem salários. Os lesados acusam a direcção da empresa de agir de má-fé, uma vez que empresa continua facturar milhões e milhões de kwanzas pelo volume de serviços que oferece no mercado nacional.

Fonte: Club-k.net
Segundo os trabalhadores agastados com a situação embaraçosa, numa altura em que o país vive o Estado de Emergência decretado pelo titular do poder executivo fruto da pandemia de Covid-19, que está a ceifar milhares de vidas humanas, apelam a direcção da empresa para a resolução do problema, o mais breve possível, para mitigar as condições criticas e desumanas que estão a viver.

O Club-K sabe que a empresa Jovibar – que é especializada em gestão de projectos agrícolas e actua de igual modo nos sectores de Transporte, Comércio e Pesca – tem como os gestores os três filhos da ex-ministra das Pescas, nomeadamente: João de Barros, o director geral; Ondjoy de Barros, director financeiro, e Adriana de Barros Caite, directora dos Recursos Humanos.

O trio têm mostrado incapaz de minimizar os problemas dos trabalhadores que, diariamente, têm contribuindo em prol do desenvolvimento da empresa. “O mais preocupante é que nunca dão uma justificativa aos trabalhadores, dizem apenas estão a resolver esta situação e que estamos todos no mesmo barco”, disse um dos lesados.

Os queixosos alegam que “há famílias que dependem totalmente de nós, numa altura que vivemos momentos difíceis, dada actual conjuntura do país e mundo. Fomos obrigados a contrair dívidas nos bancos comerciais e com essa situação, não estamos a conseguir honrar com os nossos compromissos financeiros”.

De acordo com as nossas fontes, no ano passado também passaram por um episódio semelhante. “Ficamos cerca de seis meses sem os nossos ordenados. Somente depois um grupo de trabalhadores convocar uma reunião extraordinária com a direcção é que fomos pagos os ordenados até ao mês de Outubro”, revelaram.

No entanto, os mesmos confidenciaram ao Club-K que, a empresa tem um volume de facturação alto no aluguer de licenças de pesca e vendas de diversos produtos agrícolas, além de ração animal e de aquicultura. “Diante desta situação já recorremos, embora de forma independente, aos órgãos de direito como os tribunais, onde há processos a decorrem, mas infelizmente até agora não temos uma resolução do nosso problema”, avançaram.

Enquanto isso, os responsáveis da empresa Jovibar – filhos da ex-ministra das Pescas – continuam a levar as suas vidas normalmente,  em  Luanda (Alvalade, Bairro Azul, Praia do Bispo, Ilha de Luanda, Sagrada Família, Urbanização Nova Vida e Benfica).

“Os caloteiros continuam a executar novos projectos milionários em resort, fazendas (nas províncias do Bengo e do Huambo), terrenos, compras de carros top de gama como Lexus 570, Toyota VX (último modelo) entre outros, organização de festa luxuosas, viagens em vários ponto do mundo com destaque à África do Sul e Portugal aonde eles construíram casas luxuosas”, remataram.




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