Luanda - Encontrei a expressão “lei da atracção” pela primeira vez em um livro de auto ajuda “The Secret, O Segredo” de Rhonda Byrne. A lei da atracção é uma teoria da prosperidade universal que sustenta a tese de que o universo é um mágico provedor de desejos. Quer dizer, quando entramos em sintonia com a energia positiva do universo e pedimos os nossos desejos, o universo nos ouve e põe em movimento para que o tal desejo se cumpra.

Fonte: Club-k.net

Segundo a lei da atração o pensamento é como um ímã que atrai o que realmente desejamos. Isto é, quando nos conectamos com um verdadeiro propósito de vida, podemos visualizar na nossa mente imagens que nos inspiram esperança e felicidade. Daí que, quando nos mantemos firmes neste diálogo interno construtivo, acreditamos nos nossos sonhos e lutamos por eles. Portanto, existem muitas possibilidades de tornar este objectivo em realidade.

 

Assim, “os pensamentos são magnéticos, e os pensamentos têm uma frequência.” Quando pensamos, emitimos para o Universo pensamentos que atraem magneticamente todas as coisas semelhantes que estejam na mesma frequência. Tipo uma torre de uma emissora de Tv, transmite através de uma frequência, o sinal é transformado em imagens e som no nosso televisor. Cada canal é transmitido em uma frequência e, quando sintonizamos naquela frequência, as imagens aparecem no nosso televisor. Se quisermos ver algo diferente, trocamos o canal e passamos para outra frequência.


Nessa ordem de ideias, se entendermos a opinião pública como o agregado de atitudes ou crenças individuais mantidas pela população adulta, ou ainda, como a complexa coleção de opiniões de muitas pessoas diferentes e a soma de todas as suas opiniões. Tais opiniões só se veiculam por via da comunicação, se há comunicação, subentende- se que existe um canal pelo qual se comunica, uma frequência. Portanto, a opinião pública forma-se porque estamos todos na mesma frequência. Mas a opinião pública também influencia a política por intermédio da mídia e esta influência pode ter efeitos positivos e negativos na política, ela estreita a relação entre o público e os políticos. É exactamente isto que estamos a vivenciar nos últimos dias aqui na nossa terra. Despoletou-se um turbilhão de conversas mesquinhas, principalmente nas redes sociais, alimentadas e fomentadas por uma cadeia de televisão.


Com Tanto Assunto Importante e Urgente para a Vida do País Por Se Abordar Perdemos Tempo com Questiúnculas?


Em vez de pensarmos como é que vamos enfrentar os desafios económicos resultantes do confinamento obrigatório e da falta de actividade comercial normal que o coronavírus trouxe; como é que vamos alimentar as famílias que têm que vender todos os dias para comer, mas que por conta dessa situação, não podem fazê-lo; como é que vamos salvar as centenas de empresas e milhares de empregos em risco de desaparecer; como é que vamos diversificar a economia numa altura em que até o dinheiro que ganharíamos com a venda do petróleo já não é o que se esperava; como é que vamos resolver isso e aquilo? Pois é, em vez de nos focarmos em questões que se tornaram essenciais para nossa existência como país, estamos a perder tempo com “palhaçadas”. E estamos todos envolvidos nisso, políticos, jornalistas, opinion makers, público em geral, todos. Potenciais candidatos destacados e um potencial eleitorado dividido quase em partes iguais, há um grande entusiasmo dos “do pro” e os “do contra”. Cada um

debita lá a sua farpa venenosa! Não é muito cedo para uma peleja eleitoral dessa magnitude meus senhores, é o momento propício para isso? É assim que se honra o eleitor, que a essa hora provavelmente não tem o que comer?


Pois é, essa é a nossa frequência, tão baixa, tão baixa que chega a ser desprezível e nojento. Afinal estamos assim tão mal! Que vergonha!


Não percebo porquê é que o líder do maior partido da oposição da terra que viu o meu pai nascer tem que responder às provocações de um gajo qualquer. Nunca vou entender isso. Há quem diga que o individuo é maluco! Mas enfim, cada um se de si.


Ham porque “Cuidado! Querem vos distrair”, Não querem nos distrair nada, daquelas cabeças ocas não sai mais nada, porque não tem lá mais nada, para além daquilo que estamos a ouvir. Tem razão um amigo nosso que diz: “A mediocridade ganhou casaco e gravata e desfila no pedestal da vaidade. Conheço de facto, mestres e doutores que gotejam orvalho de conhecimento duvidoso.” É essa a nossa frequência.


Albert Einstein disse: “Grandes espíritos sempre encontraram violenta oposição de mentes medíocres. A mente medíocre é incapaz de compreender o homem que se recusa a se curvar cegamente aos preconceitos convencionais e escolhe expressar suas opiniões com coragem e honestidade.” Qualquer dicionário básico de língua descreve a mediocridade humana como tendo características do que é comum ordinário e insignificante. Assim, “ser medíocre significa não ter qualidades ou habilidades suficientes para se destacar naquilo que se propõe a fazer, seja na vida pessoal ou profissional.” Uma pessoa medíocre é vulgar, tem poucas qualidades, é uma pessoa pobre do ponto de vista intelectual.


Em todo lado, no serviço, assim como na vida comum, a mediocridade é maioria. A maior parte das pessoas prefere não arriscar, não inovar, não se comprometer, preocupa- se o tempo todo em armar-se para se defender, e nunca se expõe. Pessoas medíocres passam a vida a atirar pedras contra os bem-sucedidos (aquelas que inovam, que arriscam, que se expõem). Os medíocres são invejosos. Gosto muito das palavras do Doi, é melhor reproduzi-las, porque sou capaz de não conseguir o mesmo efeito de parafrasear, se não perdem o sentido: “do mesmo jeito que o mato cresce onde nada mais nobre foi plantado e, uma vez crescido, impede o nascimento de qualquer outra coisa. Precisa ser removido por um trabalho externo, para dar lugar a plantação mais produtiva. Com as pessoas não é diferente, mas esse trabalho externo, de remoção, é muito penoso, combatido, porque a mediocridade, ao contrário do mato, reage. E reage a seu modo, trançando teias de amarração por debaixo do pano, minando as acções, lançando pequenas armadilhas, criando obstáculos, e tudo muito nebuloso, pardacento, para que não tenha que ser assumido.” Uma pessoa medíocre em vez da ciência prefere acreditar em teorias da conspiração, quando as coisas dão errado, culpados são os outros, os inimigos, nunca ela própria.
País Tem Uma Falta Gritante de Quadros.


Muita gente diz que não, o meu amigo Toy, por exemplo, diz que “O país não tem falta de quadros. Tem faltado inclusão, despartidarização do Estado. Há mais país além dos partidos políticos. Apenas isso”. Mas pelo que me é dado a ver é que Angola tem uma falta gritante de quadros e não há instituição nenhuma que funcione plena e efectivamente sem gente qualificada. As coisas não são feitas ou são mal feitas por incapacidade dos funcionários e não por má vontade ou falta dela. Know how precisa- se, em todas as áreas, do topo à base. Quem manda decide mal e o pessoal ao nível da execução faz mal, cumpre mal ou não cumpre por incapacidade, não sabemos fazer. É assim na saúde, educação, enfim. Veja as bandeiras das nossas instituições governamentais, empresas públicas, governos provinciais, etc. Temos professores semianalfabetos, médicos que não mereciam esse título, há uma que nem conseguiu distinguir uma bactéria de um vírus, em plena TPA, puros assassinos e, a lista de profissionais incompetentes continua, basta ir à uma repartição pública e ver como somos tratados. Profissionalismo zero, é muito empirismo. Mas também estou a pensar nos milhares de profissionais das mais variadas profissões que trabalham em condições sobre-humanas, sem o mínimo de meios exigíveis. É que a mensagem deve ser passada correctamente à quem de direito, o jornalista não pode estar refém do marasmo em nos encontramos, tem que pensar para além da caixa, tem que estar a frente do seu tempo e, estar na linha da frente não pode ser com incompetência. Todas as áreas do saber, todas as profissões baseiam as suas actividades em normas e procedimentos. Um bom profissional sabe do seu ofício de cor e salteado, cumpre com as normas e procedimentos, sabe que sem as tais normas e procedimentos não tem mais nada, par além das tais normas e procedimentos a sua profissão não existe.


O jornalismo que temos é reflexo da situação em que nos encontramos. Isso está tudo lixado, faltam pessoas capazes para fazer o trabalho como deve ser. A morte de angolanos pelas últimas enxurradas é à todos os títulos deplorável e, curvo me em sua memória. Não seria este um assunto para a nossa agenda nacional?


É essa que queremos que seja a nossa frequência? Absolutamente não. Nós podemos ser melhor que isso. Os jornalistas, pela sua relevância social, podem ajudar esse país a desfazer-se dessa teia mortífera. Não é por acaso que são considerados de o Quarto Poder. Neste sentido esta denominação traz de forma forçosa a ideia de que a mídia é uma “instituição” crível, remetendo a seus espectadores confiança, pois é detentora de grande poder e saber, por ser uma fornecedora de informação e entretenimento. Aliando isso ao carisma e a dicção fácil e popular dos seus jornalistas e apresentadores, bem como a facilidade de acesso e disseminação, torna-se extremamente popular, ganhando área e se destacando entre o seu público. O reconhecimento dessa analogia em que a mídia é dita como o “quarto poder”, traz a seu dispor meios o lucro, que é o real interesse destes veículos de comunicação, sem abranger o interesse público, que a princípio seria a premissa da existência da mídia. Assim, a mídia, estando guarnecida pelo status de “quarto poder”, juntamente com a liberdade de expressão e de imprensa e utilizando-se de meios para influenciar seus espectadores, visando por vezes mais a audiência do que a transmissão de informações, acabam por deturpar certas questões e princípios. Criando certo sensacionalismo acerca de alguns temas mais impactantes, um crime contra os direitos fundamentais garantidos pela Carta Magna, a CRA.


Vocês exercem tanto poder e influência em relação à sociedade quanto os outros Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Vocês podem mudar a agenda, vocês decidem o que deve ser discutido, o assunto que deve ser colocado sobre a messa, o que deve ser prioridade. O jornalismo não é para vocês se servirem, mas sim para vocês servirem a sociedade. Coloquem o vosso génio e criatividade ao serviço da nação, usem esse poder para o bem comum, para algo positivo, que pode beneficiar esse povo sofrido. Ajudem-nos a realizar os nossos sonhos e aspirações mais básicas.

 



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