Luanda - Os familiares do soldado das FAA, malogrado Edilson Emanuel Miguéns Limpinho recentemente falecido  em circunstancias não esclarecidas, em Cabinda escreveram esta semana uma carta aberta ao ministro da defesa, João Ernesto dos Santos “Liberdade” clamando pela verdade e transparência sobre o assunto. A versão das autoridades transmitida a família foi de que o soldado faleceu de “morte súbita na unidade”.

Fonte: Club-k.net

CARTA ABERTA AO SR. MINISTRO DA DEFESA, E AO COMANDANTE DA REGIÃO CABINDA

É com muita dor e indignação que nós familiares do malogrado Edilson Emanuel Miguéns Limpinho, soldado que em vida exercia actividades militares na Região militar Cabinda, na 1a divisão de infantaria da 11a Brigada; Falecido no dia 12 do corrente mês por morte súbita na unidade, cujo restos mortais deveriam ser transladados para a Província de Benguela terra natal dos seus pais.

 

Nossa indignação consiste em saber que completa hoje 16 dias sem nenhum resultado da chegada do corpo a Benguela e sem nenhuma informação plausível da parte dos oficiais de direito quer em Cabinda como em Luanda referimo-nos á pessoa do senhor comandante de região Cabinda e os respectivos comandantes direto sobre á vinda dos restos mortais do nosso ente queridos a Benguela.

 

Diante deste triste e lastimável comportamento demostrando um total desrespeito aos mortos e desconsideração total aos familiares do malogrado, e consequentemente aos militares em exercício de suas actividades nesta região e não só.

 

A pergunta que não se cala é: O militar só tem valor quando vivo?

 

Se assim é, conservem os vivos, mas devolvam-nos por favor os restos mortais do nosso parente porque merece o nosso respeito e nossa consideração.

 

Atendam por favor o nosso grito de socorro!

 



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