Luanda - Desde o início do último mandato do Ex-Presidente José Eduardo Dos Santos, que o MPLA percebeu que já não tinha mais voltas a dar, que era o fim do ciclo. Só que esse fim de ciclo, não foi fruto do acaso, mas sim, fruto da força mobilizadora dos ativistas e da sociedade civil angolana no geral, forçando o MPLA à antecipar a jogada, mudando “o rosto” do regime, mas mantendo todo o statu quo, a “dita mudança” serviu para salvar o MPLA e o seu regime, ou seja, entregaram ouro (Zé Edu), para não perder os dedos (Regime MPLA).

Fonte: litci.org/pt

João Lourenço, que aquando da sua campanha para as eleições presidenciais de 2017, prometeu erradicar a corrupção e trazer paz e justiça social a todos os angolanos, tendo comprometido corrigir o que esta mal e melhor o que esta bem, alegando que é possível porque fez/faz parte do sistema, de maneira que o conhece muito bem. Se JOLO conhece bem ou não o sistema, isso não deixa dúvidas, agora, a questão é, como é que um Presidente que afirmar querer combater a corrupção permitiu que fundos públicos fossem utilizados na sua campanha eleitoral.

Por outro lado, se o Presidente João Lourenço conhecia tão bem os corruptos, o que lhe levou a nomear o Dr. Carlos Panzo para o cargo de Secretário para os Assuntos Econômicos da Presidência, ou porque, ele (JOLO) não tinha conhecimento do envolvimento do mesmo no caso Odebrecht, caso em que é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro? Afinal das contas, apesar do Presidente Lourenço fazer parte do sistema, não consegue e nem está interessado em combater a corrupção, isto porque, os Maribondos continuam à solta, pois, até agora, a sociedade angolana aguarda pela resolução do caso Zenu, caso General Higino Carneiro e outros tantos que continuam em banho-maria nos tribunais de Luanda.

Isto, para não falar do tão anunciado repatriamento de capitais que até agora não surtiu efeito nenhum! Mas perece que o General Lourenço também está engajado em construir a sua colmeia, tendo recentemente indicado a sua filha (Cristina Giovanna Dias Lourenço) para o cargo de Administradora Executiva da Bolsa de Valores de Angola (BODIVA), realmente, o combate a corrupção em Angola tem muito que se lhe diga!

Independentemente de tanta salaam aleikum da parte do regime e da sua imprensa, o povo de Angola e à classe trabalhadora angolana, continuam firmes na denúncia do sistema e na luta para mudar de regime, o que obrigou o regime do General Lourenço a intensificar a repressão contra o povo e contra os trabalhadores angolanos. Só nos três primeiros meses de confinamento, a polícia angolana matou mais de cinco cidadãos, foi a mesma policia que perseguiu e assassinou o Sindicalista Lazarino Dos Santos, Secretário Executivo do Sindicato dos Professores e Trabalhadores do Ensino não Universitário.

Hoje (05/08/2020), a polícia do regime angolano voltou a carregar sobre os manifestantes na Província do Bengo, tendo atropelado de forma intencional um dos ativistas que se encontrava no local da manifestação, já caído, não lhe foi prestado cuidados médico e, mesmo ferido, foi algemado e conduzido juntamente com mais 3 ativistas para a Esquadra daquela Província.

Jaime MC, como é conhecido, estava com outros ativistas do Movimento (Primeira Região Militar) que compareceram na manifestação em solidariedade com os trabalhadores da empresa estatal ESPA-BENGO, empresa de abastecimento de água, que por sua vez convocou a manifestação para exigir os 7 meses de salários em atraso, no entanto, os trabalhadores da referida empresa não puderam fazer parte do protesto, devido ao fato de terem sido ameaçados de demissão, caso saíssem para rua. Portanto, todos esses acontecimentos, deixam bem claro, quem é que o regime do MPLA está a combater.

Assim sendo, o povo angolano não pode esperar até 2022 para através do parlamento procurar reformar o regime de João Lourenço, não se trata de reformar o regime e muito menos de mudar a velha guarda do MPLA pela nova fornalha de ativistas, trata-se sim, de derrubar o regime neocolonial e capitalista existente em Angola, porque, só assim é que Angola conseguirá libertar de toda opressão e exploração capitalista, que consequentemente conduzirá a emancipação das forças produtivas angolanas, abrindo caminho para um verdadeiro desenvolvimento económico e social, em prol do povo angolano.

Para tal, é urgente a criação de um Partido Revolucionário em Angola, pois não se pode esquecer os heróis do 4 de fevereiro e Angola tem que avançar para Revolução e pelo poder popular, guaiados pela classe trabalhadora e pelos camponeses.

Angola, avante!

 



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