Luanda – O Conselho de Administração do Banco Poupança e Crédito decidiu, por razões desconhecidas, abafar  o episódio de uma rede de fraude envolvendo funcionários que tentaram  recentemente defraudar às contas bancarias da esposa do antigo Juiz Conselheiro Presidente do Supremo Tribunal Militar, António dos Santos Neto “Patónio” (na foto).

Fonte: Club-k.net

Em proteção de uma das suas funcionarias 

A revelação consta numa exposição que quatro funcionários,  que se sentem injustiçados, endereçaram ao Governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano na passada segunda-feira (17) relatando as debilidades do sistema de segurança do BPC, tais como a parcialidade da instituição no desfecho de episódios de fraude  envolvendo os próprios colaboradores.


Os subscritores da exposição procuraram fazer um paralelismo entre o desfecho de uma fraude de 400 milhões de kwanzas ocorrida aos 17 de Abril de 2020, as contas da empresa  estatal SIMPORTEX, e o caso recente envolvendo às contas da esposa do general “Patónio”, que o Banco decidiu “esconder” para salvaguardar a imagem de uma funcionária implicada.


Neste caso, uma comparsa em conlúio com funcionários do BPC, fez-se passar pela titular da conta bancária recorrendo a uma copia de bilhete de identidade falso, conforme detalham em carta enviada ao BNA.


“Recentemente ocorreu uma tentativa de roubo na conta da esposa do ex-presidente do Tribunal Supremo militar, Antônio dos Santos ‘Patónio’, protagonizado pelos Sr. Aires Walter do Nascimento Miguel,  assistente do Sr. Administrador Victor Cardoso  e Helena dos Anjos João Pedro Neto, tendo a mesma inclusive ter ficado detida dois dias no SIC, estes sim, por agirem em conlúio, pelo facto do gabinete de segurança encontrar o numero dos mesmos no registro de chamadas e mensagem via 'whatsupp', no telefone da burladora que se faz passar com o bilhete de identidade falso”, lê-se na exposição.


Segundo lamentam os queixosos, “o banco mandou retirar a queixa e não lhes foi aberto nenhum processo disciplinar, na altura. Passado alguns dias, depois de termos  alertado ao PCA desta injustiça, o Sr. Administrador Cláudio Pinheiro Macedo, mandou instaurar um processo às pressas que resultou na redução de 50% da remuneração mensal dos mesmos técnicos”.

 

Os mesmos questionam a José Lima Massano, que tipo de justiça terá exercido  o BPC neste caso. “Sr Governador, que  justiça é esta? Onde alguém, comprovadamente, foi apanhada a tentar roubar a conta de uma cliente, trataram um bilhete falso em nome da cliente com a finalidade de ludibriar o banco e lhe é apenas imposto a redução salarial, continuando no seu posto como se nada tivesse acontecido? E nós por termos feito o nosso trabalho normal, somos despedidos só para mostrar à sociedade e por ter sido mediatizado”.


“Exigimos uma investigação isenta e imparcial que não envolva os elementos do BPC. Porque não é normal nem sério da parte do Banco, depois de termos recorrido ao Sr. PCA do banco e ele ter entregue o processo à mesma pessoa e equipa que está a nos tramar. No mínimo esperávamos que indicasse outro administrador para conduzir”, lê-se ainda na exposição cuja integra o Club-K, reproduz.

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