Luanda - São 17 viaturas, 60 residências na Urbanização Boa Vida (UBV) e um ano e meio de salários atrasados os três principais assuntos que alimentam um braço de ferro entre os ex-colaboradores do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) e a administração da Massa Falida da instituição financeira angolana. Os anúncios sucessivos feitos nas páginas do Jornal de Angola, no mês de Julho, pela administração da Massa Falida do BANC, são vistos como uma exposição de identidades em praça pública sem razões justificáveis.

Fonte: Jornal de Angola

As viaturas adquiridas em anos idos e muitas delas já fora dos prazos de garantia, actualmente, são uma Toyota Rav 4, seis (6) Suzuki Jimny, seis (6) Hyundai Santa Fé, três (3) Hyundai IX35 e uma Volvo XC60, que continuam na posse dos ex-colaboradores, 18 meses após a falência do banco. No comunicado do dia 22 de Julho, o administrador da Massa Falida, Sérgio Eduardo Sequeira Serrão, assinou o anúncio que dava um prazo de quatro dias aos beneficiários para a entrega dos meios. Findo tal período, a recolha seria coerciva com a ajuda das forças policiais.



Conforme contam os ex-colaboradores, os oficiais de diligência encarregues do processo usam de arrogância e desrespeito para com o grupo e chegaram mesmo, nalguns casos, de ir à casa de colegas e sem a presença destes para receberem as chaves das viaturas estacionadas, através dos filhos.


Embora reconheçam que as viaturas lhes foram atribuídas no exercício das funções de direcção e chefia, sentem-se no gozo do direito de preferência no caso de abate das mesmas. Por isso, acusam a gestão da Massa Falida de pretender apossar-se dos meios sem dar-lhes a possibilidade de concorrerem a cada um dos meios postos em leilão.

Outra divergência, segundo relato dos que já entregaram as viaturas solicitadas, é que o preço de leilão está muito acima do custo inicial do referido meio.


Ou seja, viaturas compradas a três ou quatro milhões de kwanzas, na altura, estão a ser abatidas ao preço de seis ou sete milhões. Logo, discordam e dizem que vão bater-se nos tribunais, para que os seus direitos sejam respeitados. Sobre o crédito à habitação, os ex-colaboradores lembram que os mesmos foram obtidos, legalmente, em 2014.

 



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