Luanda – O Bureau Político do MPLA, rejeitou sancionar uma lista de propostas de Joana Lina Ramos Baptista Cândido cujo objetivo seria aprovação de candidatos ao cargo de segundo secretario do partido para a província de Luanda.

Fonte: Club-k.net

Foi-lhe imposta um segundo secretario sem expressão

Depois de ter sido nomeada,  no passado dia 8 de Agosto, como Primeira Secretaria do MPLA, de Luanda, a também governadora provincial, tinha em manga, três nomes para coadjuvarem-na na condução do partido em Luanda, que são Mateus Antônio da Costa “Godó”, Nhanga Calunga Hélder Fonseca de Assunção, António Manuel Fiel “ Didi”. Contudo, seria na passada terça-feira, 18, que manifestou abertamente que o seu candidato preferido seria Nhanga Calunga Hélder Fonseca de Assunção, antigo Secretario da JMPLA de Luanda, tendo entretanto remetido o nome para a sede do partido para a competente aprovação.

 

Nesta terça-feira, 25, Joana Lina viu a 3ª Reunião Ordinária, do MPLA a anunciar que o candidato a segundo secretario provincial de Luanda, seria Nelson Lopes Funete contrariando as propostas que havia enviado a sede do partido. 

 

Oriundo da JMPLA, Nelson Lopes Funete, é um quadro da nova geração próximo da Vice-Presidente do partido, Luísa Pedro Francisco Damião, que desde Novembro de 2019,  exerce o cargo de administrador municipal do Kilamba Kiaxi. É descrito como um jovem bastante humilde mas sem expressão política.

 

Até poucos dias, eram atribuídas a Joana Lina pretensões de o exonerar por má prestação, enquanto administrador municipal. A governadora vê-se agora, “desautorizada”, com a imposição de o ter como seu “adjunto” na gestão do MPLA, em Luanda.

 

A imposição de Nelson Funete como “adjunto” partidário de Joana Lina, em Luanda, está a ser interpretada em círculos com domínio do tema como uma medida que deixa a governadora enfraquecida politicamente. Lina, foi no passado uma das figuras da ala feminista do MPLA com forte influencia na esfera do poder.

Com a subida de João Lourenço ao poder, ela foi despachada para o Huambo, e há poucos meses foi chamada a regressar a Luanda como governadora provincial. Nas “redes sociais” tem surgido apelos encorajando-a a seguir o exemplo de outros “Eduardistas” que antecipadamente se reformaram ao invés de verem-se reduzidos.

 



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