Luanda - A justiça colocou em liberdade condicional de Judith da Silva, condenada a 20 anos de prisão em 2014, pelo então muito mediatizado homicídio da então amiga Barbara de Sá Nogueira, 39 anos, ex-gerente de uma dependência do Banco Millennium Angola, disse ao Novo Jornal fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte: NJ

"A Judith está em liberdade desde o dia 28 de Maio deste ano. Ela teve bom comportamento na cadeia, razão pela qual teve o privilégio de sair em liberdade condicional", disse a fonte da PGR.


Já o seu advogado, José Carlos, contactado pelo Novo Jornal, garantiu que todos os pressupostos legais foram observados para liberdade da sua constituinte.


"Foi posta em liberdade após cumprir sete anos na cadeia. Ficou privada da sua liberdade desde o dia em que foi detida, está em liberdade condicional em função de ter bom comportamento no interior do Estabelecimento Penitenciário de Viana", garantiu.


O crime ocorreu na manhã do dia 30 de Maio de 2013, quando Judith Maria da Silva telefonou para Bárbara Nogueira, por volta das 06:00 daquele dia, alegando que precisava manter uma conversa urgente com amiga.


Bárbara, por sua vez, desfez-se de alguns compromissos e telefonou para a dependência do Banco Millennium, onde era gerente, e avisou que devia chegar tarde ao trabalho porque tinha um compromisso. Tendo em seguida ido ao encontro de Judith no apartamento daquela, nas imediações da antiga Feira Internacional de Luanda (FILDA).


Segundo o depoimento de Judith da Silva, nas instalações do Serviço de Investigação Criminal (SIC) Luanda, na data dos factos, "ambas mantinham uma relação amorosa secreta e durante a conversa tomaram o pequeno-almoço e em seguida tiveram um desentendimento".


Judith confrontou Bárbara com a suspeita de que estaria a ter um caso amoroso com um dos administradores do Banco Millennium e que não devia tolerar a traição.


No entanto, em função das palavras da Judith da Silva contra a suposta amante, e no decorrer no clima tenso, a vítima terá espetado uma lapiseira perto da zona na barriga de Judith, "que mostrou sinais do ferimento à polícia" e, esta por sua vez, pegou numa faca atingindo mortalmente a parceira.


Ao dar conta que assassinou a sua parceira, Judith fugiu do apartamento e regressou na manhã do dia seguinte, com um suposto taxista a quem terá solicitado ajuda "para transportar o cadáver que ela havia colocado numa mala alegando tratar-se de carne de cabrito para fins tradicionais".


Ao darem conta do desaparecimento de Bárbara, a família da vítima efectuou uma queixa à polícia que, através de diligências concluiu que a vítima estabeleceu contactos com Judith da Silva.


De acordo com os autos do SIC-Luanda, Judith foi convocada pela investigação criminal de Luanda e disse que não sabia do paradeiro da amiga. Durante várias horas de interrogatório, "a homicida entrou em contradição e acabou a confessar a autoria do crime", e foi, "na companhia de peritos do Laboratório Central de Criminalística mostrar o local onde depositou o corpo da amiga.


Perante o seu depoimento e o assumir da autoria do crime, o magistrado do Ministério Público (MP) junto do SIC-Luanda, decretou prisão preventiva para Judith da Silva, e passado um ano, "foi condenada em 2014 a 20 anos de prisão efectiva, pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver".

 



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