Cabinda - Depois do Padre Raul Tati, agora foi o advogado e professor universitário Francisco Luemba detido ao início da manhã (17 Janeiro) pela policia do enclave.


Fonte: rr.pt/Publico


A polícia de investigação criminal apareceu na residência familiar pouco depois das 06h00 da manhã locais (05h00 em Lisboa), com um mandato de captura, e levou Francisco Luemba, autor de um livro, publicado o ano passado, sobre os sentimentos independentistas da população do território.


Minutos depois, segundo o relato telefónico feito por João Luemba, o mais velho de cinco irmãos, os agentes policiais voltaram a aparecer, passaram uma revista à casa e levaram documentos, tendo daí seguido para o escritório do advogado.


Uma prisão que poderá estar relacionada com a publicação da mais recente obra desta jurista, como adianta José Marcos Mavungo, activista dos direitos humanos em Cabinda.
 

Este activista dos direitos humanos admite mais detenções no enclave e um dos nomes que avança é o do advogado Martinho Nombo que, já esta manhã, disse à Renascença que há hipocrisia a comunidade internacional.
 

Martinho Nombo deixou, nas últimas horas, de ser advogado de defesa do Padre Raul Tatti, preso ontem no enclave pela policia angolana acusado de crime contra o Estado.


Cabinda tem sido palco de processos de falsas acusações de crimes contra a Segurança do Estado por parte do Ministério Público e que devido a tenacidade de advogados como Francisco Luemba e Martinho Nombo os arguidos têm sido absolvidos.


Uma autêntica vaga de detenções tem estado a ser verificada desde que há nove dias uma facção do movimento independentista FLEC reivindicou a autoria dos disparos que mataram o treinador adjunto e o assessor de imprensa da selecção togolesa de futebol, que estava a chegar ao território a fim de participar no Campeonato Africano das Nações (CAN 2010).


Depois desse ataque, os togoleses desistiram de participar na prova, retirando assim algum brilho à forma como as autoridades desejavam que decorresse este campeonato, com jogos marcados tanto para Cabinda como para Luanda, Benguela e Lubango.


A FLEC é um movimento independentista que foi criado em 1963 na cidade de Ponta Negra, na vizinha República do Congo (Brazzaville).



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