Luanda - Um soldado das Forças Armadas Angolanas (FAA), está a ser acusado de assassinar no sábado passado, um cidadão de 21 anos de idade por este fazer parte de um grupo em que um dos integrantes não tinha a mascara de proteção ao Covid-19. O soldado solicitou “gasosa” de Akz 2000, e o interpelação terminou em perca de vida.

Fonte: Club-k.net

Vanildo Sebastião Futa mais conhecido por “Vado”, foi assassinado no Zango-3, à aproximadamente 500 metros da porta da sua casa, por volta das 21h30. O mesmo se encontrava com mais dois amigos quando se dirigia para a cantina saindo de sua casa, tendo o grupo sido  interpelado pelo militar das FAA que insurgiu-se contra um dos jovens que não fazia o uso da máscara.

 

De acordo  com uma testemunha, o militar das FAA exigia 2000 kwanzas ao integrante do grupo que não fazia o uso da mascara mas o jovem, dizia que apenas tinha 1500 kwanzas disponível.

 

No seguimento das exigências, o militar – que segundo a testemunha cheirava a álcool - começou a agir com agressividade levando com os jovens se metessem em fuga. Ao escaparem, estes, ouviram disparos sendo que um tiro entrou pelas costas de “Vadó” saindo do peito. “Vadó”, segundo a testemunha, tentou ainda correr mais outros 100 metros acabando por cair morto.

 

O Serviço de Investigação Criminal ainda não reagiu sobre o sucedido, que calha numa altura em que um relatório da Amnistia Internacional, indica que durante o período da Pandemia, as forças de defesa e ordem pública assassinaram cerca de sete cidadãos angolanos.



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