Lisboa - O Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), órgão adstrito da Procuradoria-Geral da República ordenou, no inicio desta semana, o encerramento das contas bancárias em território nacional, em nome de Irene Alexandra da Silva Neto, arrolada nas investigações de alegados crime de branqueamento de capitais que tem como arguido o seu esposo Carlos Manuel de São Vicente.

Fonte: Club-k.net

Filha de Neto tem USD 200 milhões na conta da Suiça

Dirigente do Bureau Político do MPLA, Irene Alexandra da Silva Neto que tem passado mais tempo pela Inglaterra, foi ouvida há poucos dias pela Procuradoria-Geral da República no âmbito do processo contra o esposo, tendo o ministério público tomado a decisão de ordenar o congelamento, em Angola, das contas bancarias do casal como dos filhos Ivo Manuel Neto de São Vicente, António Neto de São Vicente, e Felícia Neto de São Vicente.


Depois de ouvida pela PGR, esta instituição notificou na qualidade de arguido Carlos Manuel de São Vicente que durou três horas, no passado dia 15.

 

O processo em causa começou, ano passado, na Suíça, depois de Carlos Manuel de São Vicente ter tentado realizar transferências para contas de particulares em nome dos seus familiares. Em reacção, a PGR de Angola enviou carta rogatória para o para o congelamento da sua conta bancária levando com que o Ministério Público da Suíça intentasse à providência para o efeito. Há poucos dias a directora do Serviço de Recuperação de Activos, Eduarda Rodrigues deslocou-se a Suíça para tratar do tema do repatriamento dos fundos a Angola.


Desde que o processo iniciou na Suíça as autoridades haviam se mantido em silêncio em obediência a um acerto que visava o “abafamento” do caso, em Angola. No dia 10 de Julho do corrente ano, o Club-K dava como manchete uma matéria intitulada “Cruzada contra corrupção atinge família Neto” que fora rejeitada por São Vicente negando existência de processo contra a sua pessoa. Volvidos dois meses, um blog da Suíça trouxe informações do bloqueio de 900 milhões de dólares que São Vicente tentou transferir numa das suas contas onde detinha cerca de 1,1 mil milhão de dólares.


No seguimento da propagação do assunto, a PGR de Angola viu-se desencorajada em “abafar” o assunto tendo para o efeito indicado dois magistrados do DNIAP, João Panguila, e Esperança Manuela dos Santos Jorge Bulica para interrogar o genro do primeiro presidente de Angola. No dia da primeira audição, os dois magistrados terão se revelado impreparados para interrogar o arguido que deu-lhes a volta.

 

A próxima audiência ficou agendada para o dia 22, tendo PGR considerado baixar ordens de detenção contra Carlos Manuel de São Vicente, face a improdutividade do primeiro interrogatório com os dois magistrados improperados.



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