Luanda - A Administradora do Distrito Urbano do Sequele, no Cacuaco, cidade de Luanda, está a ser acusada de abusar do cargo que detém no Governo e no seu partido MPLA para se abocanhar de rendimentos de empresários que actuam na sua área de trabalho.

Fonte: Correio da Kianda
Admsequele.jpg - 49,91 kBA jovem governante, que se viu envolvida, há dias, em negociatas de terrenos nos arredores da centralidade que dirige e que envolveu supostos agentes do SIC para a detenção do legítimo proprietário, é agora citada como estando a se beneficiar ilegal e abusivamente de dinheiro resultante de um contrato de arrendamento de alguns empreendimentos de empresários privados.

Um destes casos tem que ver com o Grupo L J Rong LDA que reclama do abuso de poder da administradora, senhora, Ana da Conceição Nambi Manjolo, nomeada pelo até então governador de Luanda, Luther Rescova.

Do surgimento dos investimentos

Acontece que em 2014, o Grupo LJ Rong LDA construiu um restaurante denominado PITANGA que começou a funcionar em 2016 e uma estação de serviço que deu arranque com os trabalhos em 2014, todos construídos com dinheiro próprio, sem crédito algum, nem qualquer envolvimento do Estado em termos de finanças. Porém, a Administração Municipal de Cacuaco sabia da construção e anuiu.

Fonte da empresa diz que aquando da construção do restaurante a fiscalização do Distrito terá multado a empresa, mediante o auto de transgressão de 15 de Janeiro de 2016, assinada pela agente, Virginea Miguel, da fiscalização de Cacuaco, num valor de um milhão e 250 mil kzs.

No entanto, sem explicações plausíveis e bem fundamentadas o dinheiro que por lei iria para a conta única do tesouro, conta do Estado foi dado um outro destino, convertendo-o na compra de coletes para os agentes de fiscalização, pelo que a empresa foi autorizada a concluir as obras mediante uma licença de bem-feitorias.

Na sequência, os dois estabelecimentos foram autorizados a funcionar até a presente data. Porém, em função da estratégia comercial a empresa detentora entendeu terceirizar o serviço, arrendando estes estabelecimentos a outros privados que fazem a exploração e gestão, pagando ao proprietário uma renda do espaço que conta do contrato desde o mês de Abril de 2018 (estação) e 2017 (restaurante).

Neste processo todo, a fonte ligada ao Grupo LJRong LDA tratou toda a documentação que a lei exige e paga os impostos a AGT e outros organismos estatais com intervenção na matéria, como é o caso do instituto gestor dos terrenos infraestruturados.

Refere também que, de lá para cá tudo funcionou normalmente e sob olhar legal de dois administradores distritais do Sequele que antecederam a actual.

A medida que o tempo foi passando a actividade da empresa continuou, cresceu e surgiram na zona mais dois restaurantes, uma hospedaria e um resort que é o único na centralidade e que emprega, hoje, mais de quarenta jovens.

No âmbito da campanha às eleições gerais, o grupo terá sido contactado pelo Comitê Provincial de Luanda dos camaradas a fim de patrocinar a construção do Comitê Distrital do Partido, o que ocorreu, com fundos próprios, como oferta do grupo.

 

 



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