Luanda - O apelo para mais unidade entre a classe jornalística foi lançado no acto de abertura da cerimónia de entrega de certificados aos vencedores do concurso “Angola Comunica 2019”, que teve lugar quinta-feira última, 24, na “Casa de Artes”, em Talatona, Luanda, onde àquela profissional do jornalismo angolano, enquanto presidente da mesa de júri, Sara Filho alegou que os jornalistas concorrentes ou candidatos para determinados concursos têm encontrado muitas dificuldades por “boicote” em consequência de sentimentos de inveja de alguns colegas da profissão.

Fonte: Club-k.net
“O apelo vai para os nossos colegas. Os concorrentes têm sempre muitas dificuldades para fazer a sua campanha. A nível de alguns órgãos fomos informados de que há inclusive formas de manietar os candidatos. Quando há um candidato para um prémio, os outros colegas se levantam com sentimentos de inveja, de boicote ao exercício da profissão do colega”, apelou.

No entender da, também, presidente da “Cooperativa de Jornalistas Angolanos”, por mais que os prémios possam ser individuais para às categorias que os profissionais concorrem, o apoio por parte de colegas deve ser incondicional, como gesto de solidariedade, para a valorização da classe, porquanto representa um órgão de comunicação e o jornalismo angolano, de tal forma que incentiva a ter maior responsabilidade profissional do próprio concorrente.

“É importante para todos nós, quando alguém vai para um concurso em nome da empresa. Penso que todos nós deveríamos abraçar este colega. Ele ganha o prémio sim, mas enquanto jornalista que representa uma classe no órgão (X,Y,Z), precisamos apoiá-lo. Façamos todos que os jornalistas representem a sua marca e que ganhem este concurso. Se não for em primeiro lugar, que fique pelo menos em segundo, mas que coloque o nome do seu órgão como uma referência”, aconselhou a jornalista.

Por outro lado, Sara Fialho apelou maior responsabilidade profissionais por parte da classe jornalística no exercício da profissão, tendo recomendado aos colegas para o maior rigor possível no uso correcto da Língua Portuguesa em todas as circunstâncias que o profissão proporcionar. Para a presidente da mesa de jurado, são estes, dentre vários, factores que influência aos prémios.

“Quando se sabe que se está a concorrer, tem-se a responsabilidade de fazer melhor as coisas. Fico muito feliz quando ouço colegas a ganhar prémios. Sinto-me ainda mais satisfeita quando ouço um colega a falar bem a Língua Portuguesa na televisão ou na rádio. Ainda que não esteja a falar nada que me interesse. Conjugar bem os verbos, pronunciar bem as palavras dá gosto de ouvir. Vamos cultivar o bem”, recomendou.

Já no entender da jornalista Esmeralda Chiyaka, da Rádio Eclésia, vencedora da categoria “Locutora de informação de rádio 2019”, entende que a eleição dos vencedores para as categorias premiadas deve ser entendida na dimensão da audiência que cada concorrente possui.

“Não há prémios consensuais, não há derrotas consensuais nem vitórias consensuais. Cada um de nós tem o seu público e uma empresa para a qual trabalha. Para mim foi uma honra imensa fazer parte desta categoria na qual venci. Dizer que não há seniores que não tenham sido juniores nem juniores que não venham a ser senhores. Para aqueles que deram as primeiras cartas no jornalismo, devo digo que o vosso testemunho está ser bem passado, embora com as dificuldade que estamos a viver”, reconheceu a locutora, tendo acrescentado, em exclusivo, felicitações ao portal Club-K Angola por ter arrebatado o prémio de melhor “Site de Informação 2019”, no mesmo concurso.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: