Luanda – Dezenas de trabalhadores da empresa “Weatherford Angola”, uma multinacional de prestação de serviços na indústria petrolífera em Angola, acusam o actual gestor da mesma firma na zona geográfica que inclue Angola, Sherif Azmi, de estar a fazer despedimentos ilegais, alegando redução de custos com pessoal, quando na verdade mantêm expatriados com altos salários em dólares por mês, além de contratar novos quadros expatriados.

Fonte: Club-k.net
Azmiford.jpg - 79,93 kBO Club-K sabe que desde que assumiu a gestão da mesma, em princípios de 2020, Sherif Azmi já terá, supostamente, atirado para o desemprego quadros angolanos chaves da empresa.

Segundo uma fonte, preferindo anonimato, o director dos recursos humanos da citada empresa está condicionado a usar todos os métodos argumentativos para justificar a demissão dos funcionários angolanos, sob a orientação do novo gestor sob pena de, também, perder o pão, sendo obrigado, inclusive, a tratar vistos para vinda de mais trabalhadores estrangeiros.

“Somos substituídos pelos expatriados com menos experiência que alguns de nós. Isso é muita injustiça. Precisamos de ajuda de alguém de direito. Por favor, olhem para os angolanos nesta fase crítica. Estamos a passar muitas dificuldades por falta de emprego”, lamentou uma outra fonte recentemente demitida.

Sherif Azmi é acusado, igualmente, de má-gestão pelo facto de estar a criar um ambiente hostil com o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos e reguladores do sector em Angola, ao não fornecer respostas adequadas às suas preocupações sobre conteúdo local e estrutura de liderança.

O novo gerente substituiu dois quadros angolanos – directores-gerais da Weatherford em Angola – que apostaram na formação de quadros angolanos, elevando a empresa (sucursal americana) com alta qualidade de serviços providenciados por angolanos.

Com base em documentos em posse do Club-K, saíram da empresa os principais líderes angolanos com bastante experiência que elevaram o crescimento da firma, entre eles o experiente director-geral interino Walter Costa, o responsável técnico da empresa, Carlos Lemba, o responsável de vendas, Lutuima João, o responsável da base de operações, Pedro Morais, a responsável da área de aprovisionamento, Rosa Loemba e muitos outros técnicos de elevada experiência.

“Muitos trabalhadores foram despedidos com falsos argumentos, porque se for redução de custos não se poderia manter expatriados a ganhar altos salários em dólares por mês, e planear trazer mais expatriados”, explicou a nossa fonte, acrescentando que “a nova gerência ordenou demitir funcionários nacionais que custam 70 por cento menos do que um estrangeiro. Não se justifica”.

O sindicato dos trabalhadores veementemente denunciou esta a atitude da empresa, contraria as boas práticas das congêneres no mercado.

Ainda conforme o mesmo documento, estão na “mira” para próximos passos a rescisão dos contratos com os fornecedores críticos a si, incluindo uma empresa de segurança, consultores de estudo de impacto ambiental aprovados pela empresa a nível corporativo. Com estas medidas de desvinculação indevida, avança a fonte, poderá a nova gerência levar a Weatherford Angola à uma lista negra internacional, o que por sua vez implicará mais angolanos, dos poucos que restam na empresa, cair no desemprego.

Realçar que em 2009, resultante de práticas ilícitas em Angola e violação de leis americanas, como Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), sigla em inglês que significa “Lei de Práticas de Corrupção no Exterior”, esta multinacional no ramo de prestação de serviços na indústria petrolífera teria sido interdita pelas autoridades angolanas de participar em concursos na indústria de petróleo e gás dentro do território nacional, durante anos.

Em 2014, a empresa contratou para sua direcção geral o executivo Domingos Freitas, de nacionalidade angolana, que reverteu o quadro, permitindo o regresso da empresa no mercado e lançou a empresa para o crescimento.



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