Sumbe - A Procuradoria Geral da República no Kwanza-Sul se revela incapaz de prosseguir com a tramitação de processos crimes em que os réus soltos são o governador da província Job Capapinha, alguns subordinados do seu pelouro e empreiteiros.

*Fernando Caetano.
Fonte: Club-k.net

A acusação foi feita por alguns activistas cívicos locais que não quiseram revelar sua identidade.

 

O facto que inquieta a sociedade segundo eles, tem a ver com o caso “viaturas milionárias” do governo local, desvio dos 85 milhões de kwanzas destinados ao programa da Covid-19 onde o referido dinheiro foi parar em contas de terceiros num verdadeiro “toma lá dá cá”, dinheiro esse que está servir para construção de residências de luxo na cidade do Sumbe e não só.

 

A má distribuição dos tractores cujos maiores beneficiários são funcionários do governo, associado ao kit de reparação das vias terciarias afecto a administração municipal do Sumbe cujas máquinas, algumas delas já em parte incerta.

 

Empreiteiros que com o concurso ganho para execução de obras, receberam o dinheiro, fizeram os alicerces e mandaram à fava o governo local, talvez porque seus responsáveis também estão com a mão na massa enfim…essas e demais irregularidades verificadas ao longo de sensivelmente dois anos, deixa intrigado um universo de jovens que para obter resposta, não vêm outra solução senão, manifestarem-se.

 

Ainda assim, o governo do Kwanza-Sul diz que vai responsabilizar civil e criminalmente os empreiteiros que abandonaram as empreitadas depois de terem recebido os respectivos pagamentos.


A intenção foi manifestada na cidade do Sumbe pelo director do gabinete provincial dos serviços técnicos e infraestruturas Heitor Alfredo: “Os empresários interessados a concluírem os projectos vão receber a proposta do governo e vão apresentar a contra proposta para o término das estruturas. Alí ganha a empresa e ganha também o governo. Não obstante a isso, o empresário que era responsável para construir um ou outro edifício será responsabilizado por incumprimento”.


O CK apurou que no Kwanza-Sul não existe até agora qualquer obra nova. Existe sim obras por concluír que datam do tempo do então governador general Eusébio de Brito Teixeira muitas delas já pagas a 100% e as demais a 50% mas que na governação actual, as mesmas constam do PIP do governo provincial.

São obras como: escolas de 12 e 24 salas de aulas e centros médicos espalhados pelos municípios que circunscrevem a província do Kwanza-Sul.

 

No entanto os activistas cívicos solicitam da PGR que não engavetem os casos que enfermam a província e que haja celeridade na tramitação para os tribunais de comarca para devido julgamento uma vez que segundo dizem, a província regista paralisação total no que o desenvolvimento diz respeito.



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