AO
SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Assunto: TAAG - Descontentamento Generalizado

Circula nas redes sociais denúncias segundo as quais o Sr. Delegado da TAAG na região da África Austral, nomeadamente: Africa do Sul, Zâmbia, Zimbábue, Namíbia e Moçambique, despediu do quadro de pessoal trabalhadores ligadas a Delegação da África do Sul por único e simples motivo de estarem contaminados com a Covid-19, como se de um crime se tratasse. Por outro lado, no tal reporte, foram atribuídas ao referido Delegado, motivações racistas. Vale informar ao Senhor PR de Angola, que, as denúncias sobre a atitude arrogante e os traços de personalidade revestidos por manifestações racistas, datam desde a sua nomeação no ano de 2017, pelo então PCA ao serviço da companhia de bandeira nacional a luz dos fracassados acordos do governo angolano com a EMIRATES, sobre os hospícios da ex. Directora comercial Luisa Mota, expulsa de Angola pelas mesmas razões agravadas com o facto de ter tratado com repulsa, falta de respeito e consideração as imagens fotográficas do ex. Presidente de Angola nos escritórios da representação da TAAG na República da Namíbia, ao ponto de mandar remover os quadros compulsivamente por considera-los indesejáveis e afixados no local incerto alegando não se tratar de um consulado.


O Espírito de grandeza do Sr. Gregory Epps, deve-se ao protecionismo que lhe tem sido dado pelos gestores ao mais alto nível da companhia de bandeira nacional desde a data da sua inserção nos quadros da TAAG. Actualmente conta com a protecção e o apoio incondicional do Sr. PCE, Rui Carreira, sob a influência do Sr. Administrador executivo Américo Borges um homem alimentado por um forte complexo de inferioridade racial e pela actual Administradora para os pelouros comercial e de carga e correio, uma gestora sem qualquer plano de arrecadação de receitas para a companhia repescada da reforma a pedido pessoal.


O Sr. PCE, Rui Carreira, logo que tomou posse, reconduziu o Sr. Gregory Epps nas suas funções atribuindo-lhe poderes além do normal que nenhum Delegado angolano jamais teve na história da TAAG, ignorando todos apelos, advertências e conselhos que beneficiou acerca do comportamento negativo do técnico em causa que no exercício de suas funções passa a vida a destratar os colaboradores com termos pejorativos e com fortes indícios de manifestações racistas. É um quadro precário em termos de qualificação ao ponto de praticar uma gestão ruinosa na Delegação. Exemplo; pratica tarifas duvidosas que em nada contribuem para a rentabilidade da TAAG, sendo um bilhete de Johanesburgo - Luanda- São Paulo ou Johanesburgo - Luanda- Lisboa de ide i volta, por um valor abaixo de USD 300 e em algumas rotas inter regionais no preço abaixo do valor do custo de um bilhete nas rotas provinciais e sobre o olhar silencioso do PCE e da Administradora comercial e de carga e correios. É tido como um homem que vende bem só pelo facto de lotar o avião ignorando o critério de custo benefício comparativamente aos custos operacionais, do combustível, handling, catering, recursos humanos, taxas aeroportuárias etc. etc. Tal como a Delegada da região península ibérica, Lisboa, Porto e Espanha, a Senhora Mónica Cristino, regressada a companhia depois de a ter abandonado, o Sr. Gregory esteve ao serviço dos gestores estrangeiros a luz do acordo com a EMIRATES, no desvio dos recursos financeiros subtraídos ilegalmente da TAAG, utilizando a ponte tão falada do Banco Bai Europa que constituiu no passado o saco azul do enriquecimento ilícito de muitos incluindo alguns angolanos da simpatia de tais gestores e do ex. Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, promotor da medíocre carreira profissional do Sr. Rui Carreira. Gregory e Mónica Cristino, auferem cada um deles o equivalente a USD 15000, na moeda local de África do Sul e Portugal respectivamente, com direito a residência, transporte e de outras regalias sociais que nenhum profissional angolano possui.


Na fase em que nos encontramos, se requer de todos um sacrifício e a retirada ou diminuição da maioria dos subsídios aos colaboradores no regime não presencial e presencial respectivamente, é uma decisão até certo ponto aceitável, mas os maiores prejuízos constam dos custos exorbitantes com os contratos de serviços com os provedores, GSAs e consultorias ( black bird ), que interessa falar a posterior, bem como com pessoas singulares estrangeiros ao serviço da TAAG., sendo que se as representações no exterior do país fossem ocupadas por angolanos, o que seria lícito os custos seriam minimizados tal como foi no passado. É inconcebível esperar rentabilidade do negócio de um país gerido por pessoas alheias ao amor a pátria principalmente quando se trata de pessoas ligadas aos seus principais concorrentes.


Senhor PR, as queixas sobre a má gestão da companhia de bandeira nacional protagonizada por alguns Administradores, têm se multiplicado na medida que o tempo vai passando. Os colaboradores da TAAG, reportam porque vivem a realidade e esperam de si medidas urgentes que se circunscrevem pela substituição de alguns ou seja restruturação do Conselho de Administração enquanto é cedo porque a demora poderá ser fatal para a companhia de bandeira nacional. Muita coisa má não está visível por conta do covid-19. Mais uma vez, reitera-se a necessidade da mudança a partir da marginal, a principal figura de cobertura dos imensuráveis e graves erros de gestão dos Senhores PCA e PCE, Helder Preza e Rui Carreira respectivamente apoiados por alguns Administradores executivos e não executivos, estes últimos que não exercem o seu papel como tal (controllers) e que só aparecem nos ATMs no final de cada mês para consultar o crédito salarial efectuado pela empresa.
Finalmente, dentre muitos assuntos, fica o alerta: A aeronave enviado para o check de manutenção em Israel a custo de uma decisão mal pensada dado ao contexto, o D2-TBJ, continua lá parqueada e com os custos a multiplicarem-se.

Por uma Angola melhor e que orgulha e satisfaz o desejo de todos os seus verdadeiros autóctones, seguramente acolha com agrado esta subscrição, esperando de si o objectivo pelo qual foi redigida.

 

Cordiais saudações e atentamente!


Luanda 22 de Janeiro de 2021.

 



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