Luanda - A derrota de JLO começa com a divisão. Especialmente com a divisão interna do MPLA, a oposição de ódios entre os camaradas.

Fonte: Club-k.net

Perante o agonismo causado pelas políticas nefastas escritas pela mão pesada de JLO, o afã de JLO pela divisão do Partido e a distinção do “ad libitum e ad nauseam”, o MPLA começa a sentir – se convidado pela opção, à escolha, ao posicionamento, rumo a substituição de JLO por um líder mais capaz. Tendo por optar por uma personalidade com maior habilidade no quadro da actual conjuntura política. A persistência de JLO em frente dos destinos do MPLA implica colocar o MPLA sob o fogo da derrota eleitoral em 2022. JLO transformou – se no próprio inimigo do bem do MPLA, num homem avarento assaz, que olha tão somente para os seus fins, que enriquece apenas a sua família e os seus comparsas, colocando o povo à deriva. Um homem impiedoso, que não sente a dor do sofrimento do povo angolano, e simultaneamente, as vezes, com o talento de uma causa acolhedora de amigos estrangeiros ocidentais, que até então, o País não suspeitava ter. Tal é a amabilidade que teve em vender a Movicel à um egípsio sem passar por nenhum concurso público.

Mas, se acontece que o MPLA duvide da incapacidade de JLO em ganhar as eleições gerais de 2022, pronto: lá se vai toda a derrota eleitoral à acontecer, e o MPLA transformar – se – á num alvo a abater de todos os lados. JLO afundará totalmente toda a economia nacional, deixando os cofres do Estado cheios de nada. JLO não é um líder capaz de impor um dinamismo político que seja capaz de catapultar o MPLA à vitória em 2022, aliás, se o MPLA persistir no investimento de JLO, este será batido como Mike Tyson bate num bebê. Mudar de líder é a única alternativa, com novos e velhos aliados, e sempre alguns nostálgicos ou cépticos, desta e daquela banda. Por isso, a chamada coerrência, ainda que seja postiça, arrastando convicções que já o não são, é socialmente muito valorizada e pessoalmente muito reivindicada. É cómoda, antes de mais. O MPLA deve substituir JLO por uma outra figura às eleições de 2022, antes que perca a corrida eleitoral que se avisinha. JLO será esmagado por ACJ como Mike Tyson esmaga um bebê.

Contudo, no mundo político fervilhante em que vivemos, que coisa mais natural em mudar de liderança? Ou ser coerente, correndo, para não suceder que se mude de lugar, pela correria dos outros. O movimento, recordemos, é relativo. Se tudo corre, ficar parado é mudar de sítio. Mas sempre há que optar. Quem não optar terá um dia o dobro da derrota eleitoral.

Nos verdes anos, ocorre pensarmos que optar é sinal de maturidade, e fazêmo – lo, por vezes às cegas, mas sempre com ar de triunfo. Normalmente cheios de certezas, ou, pelo menos, ilundindo – nos, e afectando tê – las. Na idade madura, mudar de rumo pode ser o mais certo, porque a continuidade da liderança imprestável pode nos custar muito caro. No crepúsculo, quase não se opta, ou porque não se tem mais alternativas, ou porque já se havia escolhido antes.

Continuar a apostar em JLO é uma forma de dividir o MPLA, de separar o Partido, e até de dar um fim a existência do MPLA na face da terra. JLO significa “o fim inevitável do MPLA na face da terra”, é uma aposta errada que levará o partido ao seu desaparecimento físico absoluto.

A fisionomia política de JLO traz consigo sinais típicos de Jonas Savimbi quando pisava o solo do seu fim último. O império de JLO está prestes à ser demolido por um drone político que suscitará ao longo das eleições gerais de 2022. JLO perderá quer as eleições autárquicas quanto as eleições gerais. A frente eleitoral entre JLO e ACJ assemelha – se a uma luta realizada entre Mike Tyson e um bebê de três anos de idade. JLO será esmagado por ACJ como Mike Tyson esmaga um bebê com golpes fatais.

JLO assemelha – se a Jonas Savimbi nos últimos dias de sua luta, apesar de Savimbi manter – se efectivamente armadilhado nos quatro cantos da sua legião de guerreiros, Savimbi não acreditava numa possível derrota, dizia ter perdido a batalha, mas não ter perdido a guerra. Até mesmo Isabel dos Santos competindo com JLO (na actualidade, face a fraqueza política que reveste a governação de JLO) numa corrida eleitoral seria capaz de esmagá – lo feito um cabrito a ser pisado por um elefante, que dizer de ACJ ao longo da corrida eleitoral. A derrota de JLO frente à ACJ assemelha – se a Mike Tyson a lutar com um bebê de três anos de idade.

 

João Hungulo: Mestre em Filosofia Política & Pesquisador.

 



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