Lisboa - Manuel Lemos, director para a Europa e Oceania do Ministério das Relações Exteriores (MRE) de Angola, esteve 78 dias preso preventivamente sob acusação de desvio de fundos no exercício do cargo de embaixador em Harare (também foi representante diplomático em Bruxelas); todavia, o tribunal que o julgou inocentou-o por falta de provas.


Fonte: AM


A prisão foi ordenada pelo Tribunal de Contas, o qual, só após o julgamento fez chegar ao MRE um pedido formal de autorização para o diplomata se apresentar em tribunal.

A acusação movida a M Lemos é considerada em meios conhecedores do assunto como uma “cabala” montada por Ilda Carreira (irmã de Iko Carreira) e Luisa Chongolola (antiga SG da OMA em Harare), duas figuras politicamente influentes, com as quais estalaram desentendimentos.

M Lemos, parente de Moisés Camabaya, antigo dirigente da FNLA, que entretanto aderiu ao MPLA, é o segundo embaixador a ser preso sob acusação de desvio de dinheiros. O primeiro foi Adriano Parreira, ex-embaixador em Berna, que esteve dois anos na cadeia.



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