Luanda – O director de informação da TV Zimbo, Amílcar Xavier, defendeu hoje, em Luanda, a união de esforços entre aquela emissora e a TPA (canal um e dois), para que a televisão em Angola faça face à concorrência dos canais internacionais e alcance o interesse do público.  

 

Fonte: Angop

 
De acordo com o jornalista, que dissertava no painel sobre a informação jornalística, só através desta união a televisão angolana poderá lutar contra a influência de outros canais mais poderosos do ponto de vista tecnológico e de conteúdos, sejam eles informativos, sejam de entretenimento.


     
Para melhor servir os telespectadores e o interesse público de facto, disse, é preciso que se compreenda que a luta não deve ser entre a Zimbo e TPA, mas entre estas e outras emissoras estrangeiras.


            
Esta postura, referiu, irá facilitar o crescimento da televisão no país e aproximar cada vez mais os cidadãos destes canais.

 
Amílcar Xavier apelou, por outro lado, à uma informação em que se privilegie a verdade, o rigor e a isenção.

    
A meta, explicou, é criar através do trabalho destas emissoras mais cidadania e uma opinião pública consciente e responsável.

     
“Esta união não significa uma fusão de conteúdos, mais sim do ponto de vista tecnológico, área em que ambos somos mais fracos do que as demais, e criação de uma identidade cultural da televisão angolana, integração dos nossos valores, com uma programação que atenda a todos os grupos”.
    

Por outro lado, considera que, a par da inovação tecnológica, a questão da formação de quadros é outra questão que deve merecer maior atenção dos gestores destas empresas.
 

Falando sobre a estação que dirige, surgida em 2008, disse que, apesar de ter uma grelha de informação mais voltada para o entretenimento, também privilegia nos seus conteúdos informativos o interesse público, ou seja as questões que mais afectam os cidadãos angolanos. 

      
A sua apresentação foi igualmente marcada pela transmissão de imagens que marcaram o surgimento e o crescimento da TV no país.
   

Por seu turno, o jornalista da TPA Ernesto Bartolomeu considerou que, apesar do Telejornal continuar a ser o programa de maior audiência desta estação, reconhece haver necessidade de os profissionais envolvidos na sua produção continuarem a trabalhar para reter a atenção dos telespectadores, prestando um trabalho de qualidade.
  

Atribui a audiência conquistada à linguagem clara e de fácil compreensão como é feita a comunicação neste espaço.
 

No painel moderado pela directora geral-adjunta da Angop, Luísa Damião, foram também oradores o jornalista Ismael Mateus, Frederico Roque de Pinheiro (consultor da Semba Comunicações) e Paulo Camacho, director de comunicação da ZON Multimédia.
 

O último painel do dia deste evento, que vai debater durante dois dias o futuro da Televisão em Angola, é dedicado à publicidade e marcas.

 

TPA terá "janela" de linguagem gestual para mudos e surdos


O coordenador da comissão executiva da Televisão Pública de Angola (TPA), Hélder Bárber, anunciou hoje, em Luanda, que aquele órgão público de Comunicação Social vai integrar nos principais serviços informativos uma janela de linguagem gestual, destinados às pessoas mudas e surdas.


 
O gestor fez este anúncio quando abordava o tema do painel “Audiências e estudos de opinião”, no 3º Congresso de Marcas Angola, tendo adiantado que, neste momento, estão a instruir as pessoas que vão trabalhar com a linguagem gestual.

 
Para o coordenador, este é mais uma forma de levar a informação produzida pela TPA a outras franjas da sociedade, no caso particular aos portadores de mudes e surdez.

 
Por outro lado, Hélder Bárber disse que a única estação publica de TV está ainda a prepara uma nova grelha de programas, mas sempre tendo em atenção o serviço público que se presta.

 
“Estamos a trabalhar na capacitação de produtos atractivos que, alias, já os temos, como o Hora Quente, Jovem Mania e diversos programas desportivos”, asseverou.

 
Uma vez que no país têm estado a surgir empresas que fazem estudos de audiência televisiva, segundo indicou, vai aproveitar-se estes dados para fazer programas que vão de encontro aos anseios e interesses do público.



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